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Crédito imobiliário cai 6% no 1º semestre, mas terá o 2º melhor ano da história em 2022, diz Abecip

Crédito imobiliário cai 6% no 1º semestre, mas terá o 2º melhor ano da história em 2022, diz Abecip

Financiamentos de imóveis usados teve queda de 28%, enquanto os novos subiram 5%

Seta apontando para cima ao lado de casas

Foto: Shutterstock

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Apesar da queda na comparação com 2021, o crédito imobiliário deverá ter em 2022 o segundo melhor ano da história, atingindo R$ 244 bilhões em financiamentos, de acordo com projeção da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) divulgada nesta quinta-feira (4).

Se confirmado, o número representará um recuo de 4% em relação aos R$ 255 bilhões recordes registrados no ano passado, segundo a entidade, que apresentou hoje o seu balanço do setor.

No primeiro semestre, de acordo com a associação, em meio à alta na taxa básica de juros, a Selic, os financiamentos imobiliários somaram R$ 112,8 bilhões, um recuo de 6% na comparação com o mesmo período de 2021.

Essa redução foi puxada pelos financiamentos através da poupança, que tombaram 11,7% no período, enquanto que o crédito através do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) subiu 17%.

“Houve uma ligeira queda em relação a 2021, mas temos que procurar olhar o lado cheio do copo. Estamos tendo o segundo melhor primeiro semestre da história, e deveremos novamente ultrapassar a marca de 1 milhão de unidades financiadas em 2022”, afirmou José Ramos Rocha Neto, presidente da Abecip.

Entre janeiro e junho, o número de unidades financiadas alcançou 542 mil, uma queda de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.

Novos x usados

Durante entrevista à imprensa, o executivo destacou que, apesar da queda de 28% no financiamento para aquisição de imóveis usados, que somou R$ 39,5 bilhões no primeiro semestre, houve alta de 5% no crédito para compra de imóveis novos, que totalizou R$ 26 bilhões.

“O imóvel novo é importante para o setor, porque retroalimenta todas as cadeias, beneficia as incorporadoras”, disse o presidente da Abecip. “Os novos estão crescendo porque costumam ter menos correlação com a macroeconomia. A pessoa que compra na planta, passa 24 meses fazendo poupança, acaba sendo mais resistente à alta de juros.”

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