Eneva (ENEV3) derrete após decisão da Aneel frustrar expectativas para leilão do setor elétrico

Fonte: Shutterstock

As ações da Eneva (ENEV3) derreteram 9,66% no pregão desta terça-feira (10), registrando a maior queda intradiária em quase seis anos e provocando uma perda de R$ 4,1 bilhões em valor de mercado. O forte movimento negativo refletiu a frustração dos investidores com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre os preços-teto do principal leilão do setor elétrico, marcado para março e visto até então como um dos principais catalisadores para a companhia.

A Aneel aprovou valores significativamente abaixo do esperado para a contratação de usinas termelétricas, fixando o teto em R$ 128 por megawatt-hora para projetos existentes e R$ 182/MWh para novos empreendimentos. O mercado trabalhava com estimativas próximas de R$ 250/MWh, patamar que sustentava projeções mais otimistas de receita e rentabilidade para a Eneva. A frustração com os preços levou a uma rápida reprecificação da tese de investimento.

Além dos valores mais baixos, a separação entre projetos novos e existentes dentro do leilão elevou a percepção de incerteza regulatória, intensificando a reação negativa. Analistas avaliam que, nos níveis atuais, os preços dificilmente remuneram adequadamente novos projetos termelétricos a gás, o que pode limitar a participação da companhia no certame e reduzir seu potencial de crescimento no longo prazo.

O impacto foi ainda maior porque a Eneva era vista como uma das empresas mais bem posicionadas para o leilão, graças à sua estrutura integrada e ao controle de reservas próprias de gás natural, que garantem custos mais competitivos. Diante do novo cenário, instituições como o Citi já sinalizam revisões baixistas no preço-alvo das ações, enquanto o mercado passa a questionar a viabilidade econômica da participação da empresa no leilão.

Assim, o anúncio da Aneel alterou de forma relevante as expectativas em torno da Eneva, explicando a forte queda dos papéis e reforçando um ambiente de maior cautela em relação às perspectivas da companhia no curto e médio prazo.

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