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Caged: Brasil cria 136,1 mil vagas em março; salário de admissão volta a cair

Caged: Brasil cria 136,1 mil vagas em março; salário de admissão volta a cair

Resultado indica desaceleração do mercado de trabalho em relação a 2021; serviços lideram

Carteira de trabalho

Foto: Shutterstock

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O mercado de trabalho brasileiro gerou 136,1 mil postos de trabalho com carteira assinada em março, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O número é o saldo de 1,9 milhão de admissões e 1,8 milhão de desligamentos.

Os números mostram uma desaceleração no fim do primeiro trimestre, ante a criação de 329,4 mil postos de trabalho formal em fevereiro, queda de 58%. O recorte anual também mostra retração. Em março do ano passado, o país registrou a formação de 153,4 mil vagas, diferença de 11%.

Com o desempenho de março, o estoque de empregos foi a 41,2 milhões, alta de 0,33% em comparação ao mês anterior. Desde o início do ano, o Brasil criou 615,1 mil empregos, o resultado de 5,8 milhões de contratações e 5,2 milhões de demissões.

Salário em queda

A despeito do saldo positivo na criação de empregos, o salário de admissão voltou a cair pelo segundo mês consecutivo. Em março, a remuneração média foi de R$ 1.872,07. Na comparação com fevereiro, o rendimento teve queda de 2% (R$ 1.910,79). Já em paralelo ao mesmo mês de 2021, o trabalhador brasileiro viu o salário diminuir 7,7% (R$ 2.018,60).

A geração de empregos em março foi puxada pelo setor de serviços, com 111,5 mil vagas. A construção civil aparece na sequência, com 25 mil postos, seguido pela indústria, 15,2 mil, e comércio, 352 postos. A atividade agrícola foi a única a ter mais demissões que admissões, com saldo negativo em 15,9 mil postos de trabalho.

Na distribuição pelo país, quatro das cinco regiões tiveram desempenho positivo. O Sudeste foi a região com o melhor índice ao registrar 75,8 mil vagas formais. O Sul aparece na segunda colocação, com 33,6 mil empregos, e o Centro-Oeste foi responsável por 20,2 mil novos postos. A região Nordeste registrou 9,3 mil postos criados a mais do que fechados, enquanto o saldo do Norte ficou negativo em 4,9 mil postos.

 

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