Patamar recorde: vendas no varejo sobem 1,2% em julho, aponta IBGE

Com isso, o resultado ficou acima do esperado pelos economistas da Refinitiv, que previam crescimento de 0,7% na comparação mensal

Foto: Claudio Vieira/PMSJC

As vendas no comércio varejista cresceram 1,2% na passagem de junho para julho, sendo a quarta taxa positiva consecutiva e o maior patamar já registrado na série histórica iniciada em 2000. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a julho de 2020, o varejo reportou avanço de 5,7%, a quinta taxa positiva seguida. No ano, o varejo acumula alta de 6,6% e, nos últimos doze meses, expansão de 5,9%.

Com isso, o resultado ficou acima do esperado pelos economistas da Refinitiv, que previam crescimento de 0,7% na comparação mensal e de 3,45% na base anual.

“Apesar do avanço, o movimento intrasetorial do comércio é muito heterogêneo. Algumas atividades ainda não conseguiram recuperar as perdas na pandemia, como é o caso de equipamentos e material para escritório, que ainda está 26,7% abaixo do patamar pré-pandemia, ou combustíveis e lubrificantes, que está 23,5% abaixo”, analisa o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Grupos

Segundo o IBGE, cinco das oito atividades investigadas tiveram taxas positivas em julho, sendo que a alta mais intensa foi a do grupo outros artigos de uso pessoal e doméstico, com acréscimo de 19,1%.

“Vemos uma trajetória de recuperação dessa atividade, que acaba por fazer grandes promoções e aumentar a sua receita bruta de revenda, num novo momento de abertura e maior flexibilização do isolamento social, o que gera maior aumento da demanda”, destaca Santos.

Os grupos de tecidos, vestuário e calçados (2,8%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) também avançaram no período. Já hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%) ficaram estáveis.

Por outro lado, as atividades que reduziram o volume de vendas foram livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%), móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

Varejo ampliado

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 1,1% em julho frente a junho.

Esse aumento foi puxado pelo setor de veículos, motos, partes e peças (0,2%), enquanto material de construção variou negativamente (-2,3%).

Para ler a pesquisa completa do IBGE, acesse aqui!

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