A taxa de desemprego do Brasil ficou em 14,7% no trimestre móvel encerrado em abril, acima do período anterior (14,2%), que considera os meses de novembro, dezembro e janeiro. Os dados divulgados nesta quarta-feira, 30, são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado veio em linha com o esperado, de acordo com a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de 14,7%.
“Essa taxa e o contingente de desocupados mantêm o recorde registrado no trimestre encerrado em março, o maior da série desde 2012”, destacou o IBGE.
Com isso, no fim de abril, a população desocupada somava 14,8 milhões de pessoas, com crescimento de 3,4% em relação ao trimestre anterior. Em confronto com o mesmo período do ano passado, houve avanço de 15,2% (1,9 milhão de pessoas a mais).
População empregada
A população ocupada totalizou 85,9 milhões no período, estável em relação aos meses de novembro a janeiro. Porém, caiu 3,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Isso quer dizer que, entre fevereiro e abril, o nível de ocupação da população brasileira chegou a 48,5%: estável ante o trimestre de novembro a janeiro, mas com queda de 3,1 p.p. na comparação com o mesmo trimestre de 2020.
A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, avalia que houve “perdas importantes” da população ocupada, mas destaca que já passamos por percentuais maiores.
“Chegaram a 12% no auge da pandemia. Portanto, observamos uma redução no ritmo de perdas a cada trimestre. No cômputo geral, contudo, temos 3,3 milhões de pessoas a menos trabalhando desde o início da pandemia”, pondera.
População subutilizada
Já a taxa de subutilização da força de trabalho (que considera os desempregados, desalentados e subocupados) atingiu 29,7% no trimestre móvel encerrado em abril. O valor representa uma alta de 0,7 p.p. em relação aos meses de novembro a janeiro.
Em comparação com o mesmo período de 2020, o aumento foi de 4,1 p.p., de acordo com os dados do IBGE.
Com isso, a população subutilizada do país somou 33,3 milhões de pessoas até o final de abril, o maior contingente da série histórica. Um aumento de 2,7% ante o trimestre anterior (+ 872 mil pessoas) e de 16,0% (+ 4,6 milhões de pessoas) ante fevereiro a abril do ano passado.
Desalentados e informais
Já a população desalentada (aqueles que desistiram de procurar emprego) chegou a 6,0 milhões de pessoas, recorde na série histórica iniciada em 2012.
O número permaneceu estável no confronto trimestral, mas disparou 18,7% na comparação anual.
Por sua vez, a taxa de informalidade ficou em 39,8% da população ocupada (mais 34,2 milhões de pessoas).