De acordo com o Banco Central e mais 100 instituições financeiras que formam o consenso Boletim Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro irá crescer 5,05% em 2021 – uma alta de 0,05 p.p em relação à semana anterior, quando a previsão era de 5,00%.
Já a expectativa para o PIB em 2022 subiu em 0,01 p.p, de acordo com o relatório, que você pode ver aqui. Os 2,10% anunciados há uma semana foram para 2,11% hoje.
No relatório também constam previsões para os principais indicadores econômicos, como o IPCA, a taxa Selic e o dólar.
Segundo os especialistas, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 é de 5,97%, um crescimento de 0,07 ponto porcentual (p.p) frente aos 5,90% da semana anterior.
Com isso, o valor estimado para o indicador estoura o centro da meta de inflação para 2021, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
As autoridades do conselho estabeleceram um valor de 3,75% para a meta de 2021, com faixa de tolerância de 1,5 p.p, ou seja, entre 2,25% e 5,25%. O valor do IPCA em 5,97% supera em 0,72 p.p. o objetivo do CMN.
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Entretanto, está longe do objetivo do CMN e do consenso Focus a aceleração da inflação real. Na semana passada, a prévia da inflação dada pelo IPCA-15 indicou um avanço de 8,13% na alta de preços do país em 12 meses.
Para 2022, a estimativa de inflação do Boletim Focus se manteve a mesma da semana anterior, em 3,78%.
Enquanto isso, a expectativa para a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, está no mesmo caminho. Assim como há uma semana, a previsão é de 6,50% de juros ao ano para o indicador. Em 2022, os especialistas preveem o mesmo valor: 6,50% ao ano.
Por fim, a expectativa para o dólar no fim de 2021 e no fim de 2022 ficou a mesma: R$ 5,10 e R$ 5,20, respectivamente.