A Petrobras (PETR4) informou, na noite da última quinta-feira (8), que desistiu de vender o Campo Albacora. A Prio (PRIO3) era a principal interessada no ativo.
O campo que está nas mãos da Petrobras é chamado pela Prio de Albacora Oeste para diferenciá-lo do ativo Albacora Leste, comprado pela Prio em abril.
A Prio chegou a elevar a proposta por Albacora Oeste após identificar que a reserva é maior do que inicialmente foi calculada. Mesmo assim, a Petrobras argumentou que “não foi possível convergir para condições que refletissem a avaliação do ativo”.
Por ora, a estatal permanecerá sob o controle do campo, localizado em águas profundas da Bacia de Campos. Há um projeto de substituição de plataformas no ativo.
O que achamos
Sob o ponto de vista da Prio, a recusa por parte da Petrobras é uma notícia negativa, dado o potencial de sinergias que o controle total de Albacora poderia trazer à empresa.
O mercado atribuía a conclusão da compra de Albacora Oeste como um dos principais gatilhos para as ações da Prio no curto prazo, com a ampliação das atividades offshore.
Na teleconferência de resultados do segundo trimestre, o CEO da Prio, Roberto Monteiro, havia destacado os esforços na aquisição do campo, dizendo que, para a empresa, ele se encaixa na proposta de alocação de capital inteligente, com potencial de retorno adequado.
Recentemente, o Bradesco BBI disse que o preço-alvo para as ações da Prio cairia de R$ 49 para R$ 41 sem Albacora Oeste.
Como a ação da Prio deve reagir
Positivamente, destaca-se a disciplina da gestão da Prio em seguir à risca a estratégia de riscos controlados e foco no retorno sobre capital investido. Segundo o fato relevante, uma transação com valores acima dos oferecidos representaria baixo retorno e alto risco.
Embora nos últimos dois pregões o mercado já tenha reagido sobre os papéis da Prio – com queda de quase 7% – a notícia negativa pode trazer mais um viés baixista para a ação no pregão de hoje.