Engie Brasil (EGIE3) vende última termelétrica a carvão e fica mais limpa

Engie Brasil segue os planos de se tornar mais limpa e deve reduzir alavancagem após venda do ativo Pampa por R$ 2,2 bilhões

Foto: Shutterstock

Na noite de quinta-feira (15) a Engie Brasil (EGIE3) anunciou a venda da usina termelétrica Pampa Sul por R$ 2,2 bilhões para os fundos Grafito e Perfin Space X.

A venda levará R$ 450 milhões para o caixa da Engie. Os outros R$ 1,8 bilhão resultam de transferência de dívidas para os compradores.

A operação está em linha com a estratégia de transição energética da Engie que começou em 2013. A ideia é manter apenas energias renováveis na carteira, sendo que a Pampa era o último ativo de carvão remanescente no portfólio.

O que achamos?

A venda do ativo torna a empresa mais leve e simplifica operações, assim a eficiência operacional pode ser maior no longo prazo. Além disso, abre espaço para que a Engie se consolide como a maior empresa de energia limpa do Brasil.

Em termos operacionais a venda da Pampa é pouco expressiva – o ativo representava apenas 3% da potência instalada -, mas em termos financeiros é mais relevante, visto que os R$ 450 milhões que entrarão no caixa podem ser usados em aquisições futuras.

Com dinheiro entrando e dívida caindo, a Engie também deve ver a alavancagem – a dívida líquida medida como proporção do Ebida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) – diminuir para 1,8, sendo que no fechamento do segundo trimestre foi de 2,1.

A Engie também mostra uma governança eficiente, que foca nos objetivos de longo prazo firmando o compromisso com o ESG. A estratégia que começou em 2013 continua de pé e deve ser mantida com objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2045.

Como as ações devem reagir?

A venda do ativo Pampa é positiva para empresa, mas a representatividade da venda não é expressiva, portanto, as ações devem abrir em leve alta. Os papéis da companhia acumulam alta de 3,29% no ano.

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