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Entenda a estratégia do Itaú (ITUB4) por trás da aquisição da corretora Avenue

Entenda a estratégia do Itaú (ITUB4) por trás da aquisição da corretora Avenue

Por meio da aquisição da Avenue, o banco irá diversificar seus produtos e serviços internacionalmente e ampliar o acesso ao mercado

Fachada de agência do Itaú

Foto: Shutterstock

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Nesta sexta-feira (08), o Itaú (ITUB3) fechou acordo de compra de parte da corretora Avenue, que permite que investidores brasileiros invistam nos Estados Unidos. O banco adquiriu 35% da empresa e deve assumir o controle nos próximos dois anos, adquirindo outros 15,1%, passando a ter 50,1%.

O objetivo por trás da aquisição é expandir o acesso ao mercado de investimentos internacionais por meio da integração dos produtos e serviços da Avenue na plataforma Íon – plataforma do Itaú no segmento de varejo.

Com a aquisição, o Itaú se posicionou no segmento de varejo internacional e passa a oferecer produtos e serviços financeiros para pessoas físicas, um movimento interessante feito pelo banco que pode servir para impulsionar a plataforma Íon, que ainda não decolou.

Além disso, o banco pega atalhos para atingir novas frentes de investimento, com a aquisição de uma empresa sólida e experiente neste mercado. Ponto positivo para o Itaú, que não quer ficar para trás no jogo da internacionalização.

O Bradesco (BBDC4), por exemplo, em 2020, concluiu aquisição do BAC Florida Bank, entrando no segmento de varejo no exterior. Já o Banco inter, comprou a fintech Usend nos EUA em busca de internacionalizar suas operações. A XP Investimentos e o BTG Pactual também fazem movimentos no exterior.

Para o Itaú, o desembolso de R$ 493 milhões pelos 35% da Avenue não é relevante para impactar o caixa da empresa, que, por sua vez, fechou o primeiro trimestre com R$ 42,7 bilhões. Além disso, no mês passado o banco vendeu 7 milhões de ações da XP, totalizando um valor de R$ 665 milhões.

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A corretora adquirida tem cerca de 500 mil investidores, sendo 229 mil clientes ativos, com R$ 6,4 bilhões em custódia. São valores que devem ser alavancados expressivamente pelo Itaú, que tem perseguido uma forte estratégia de crescimento digital.

Só no primeiro trimestre, o banco adquiriu 5,7 milhões de novos clientes digitalmente, crescimento de 55% comparado com igual período de 2021. Além disso, 66,1% das operações foram realizadas digitalmente.

O empenho do banco em conquistar espaço no meio digital segue firme ao longo do ano. Em abril, o banco anunciou um investimento de R$ 1 bilhão na da fintech Totvs Techfin, uma parceria com a Totvs (TOTS3) com objetivo de oferecer serviços financeiros e gestão para pequenas empresas.

Este apetite por crescimento digital é motivado pela perda de clientes para fintechs, uma vez que os bancos digitais apresentam uma estrutura mais leve, com uma tomada de decisão para o cliente que depende de menos burocracia, o que as tornam mais ágeis que os “bancões” tradicionais.

O banco, também, vem se empenhando em conquistar mercado no exterior. Em 2020, o Itaú adquiriu a corretora Verbank Securities no Paraguai e em 2021 aumentou a a participação no Itaú CorpBanca, de 39,2% para 56,9%, instituição com sede no Chile.

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