Ibovespa recua com pressão externa e cautela no mercado

Fonte: Shutterstock/NataVilman

O Ibovespa abre nesta segunda feira (29) em queda de 0,21%, aos 172.935 pontos, marcado por um cenário geopolítico ainda delicado. Os Estados Unidos e o Irã concordaram em suspender as hostilidades e retomar as negociações diplomáticas, com reunião agendada para terça-feira (30) no Catar, mas os investidores seguem apreensivos quanto à durabilidade do cessar-fogo. O acordo veio após dias de ataques recíprocos entre as duas potências, desencadeados quando um projétil iraniano atingiu um navio cargueiro no Estreito de Ormuz na semana passada. Ambos os lados trocaram acusações mútuas de violação de uma trégua temporária anterior, o que eleva o nível de incerteza em torno do conflito. No âmbito doméstico, o Boletim Focus, divulgado nesta manhã, trouxe um sinal de acomodação nas expectativas inflacionárias: após 15 semanas consecutivas de alta, a mediana do mercado para o IPCA de 2026 estabilizou em 5,33%, ante 5,09% registrados há um mês.

Entre as empresas, Petrobras (PETR3) recebeu R$ 170 milhões da segunda parcela do Programa de Subvenção Econômica ao Diesel, referente ao período de 1º a 6 de abril, dentro do programa federal de compensação pelos custos de comercialização do combustível. A Weg (WEGE3), por sua vez, fechou contrato para fornecimento de motores elétricos ao projeto de lítio Thacker Pass, nos Estados Unidos, financiado em US$ 2,23 bilhões pelo Departamento de Energia americano. Já a Braskem (BRKM5) segue pressionada: a Justiça deferiu pedido de tutela cautelar para congelar cobranças frente a vencimentos de R$ 2,6 bilhões em julho, movimento que aumentou o pessimismo em torno da companhia e com isso as ações registram queda de 0,47%, 0,85% e alta de 6,56%, respectivamente.

O maior destaque fica com a Cosan (CSAN3) e a disputa em torno da Rumo (RAIL3). Após a Ultrapar (UGPA3) desistir da compra, segundo reportagem de Lauro Jardim em O Globo, a Cosan confirmou que avalia alternativas para sua participação de 23% na operadora ferroviária, contratando o BTG Pactual como assessor, sem decisão tomada até o momento. O movimento integra uma estratégia mais ampla de desalavancagem: a companhia acumula cerca de R$ 8,8 bilhões em pré-pagamentos de dívida no primeiro trimestre de 2026. A holding encerrou o período com prejuízo de R$ 1,58 bilhão, melhora de 11% na comparação anual, enquanto a Rumo lucrou R$ 266 milhões, alta de 41,1% no mesmo intervalo, com isso no pregão registra queda de 3,19%, 2,34% e alta de 2,54%, respectivamente.

Por volta das 11h03, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Braskem (BRKM5): +6,56%

• Natura (NATU3): +4,76%

• Magalu (MGLU3): +4,05%


Baixas

• Cosan (CSAN3): -3,19%

• Azzas (AZZA3): -3,00%

• SLC Agrícola (SLCE3): -2,43%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 29/06 às 11h03

• Segunda-Feira (29): -0,21%

• Na semana*: -0,21%

• Em junho*: -0,49%

• No 2°tri./26*: -7,75%

• Em 12 meses*: +26,35%

• Em 2026*: +7,33%

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