Bolsonaro deve escolher entre Bolsa Família, infraestrutura e reajustes salariais em 2022

Ministério da Economia alertou presidente sobre teto de gastos e a possibilidade de viabilizar apenas uma das propostas.

O Ministério da Economia já está atento aos gastos do próximo ano, de acordo com matéria da Folha de S. Paulo. O jornal afirma que o ministro Paulo Guedes solicitou que o presidente da República Jair Bolsonaro defina sua prioridade para 2022. 

Em vista do ano eleitoral, a pasta de economia selecionou três propostas desejadas pelo presidente para ele escolher. São elas, o aumento no Bolsa Família, o reajuste salarial dos servidores públicos e a agenda de obras do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. 

O ultimato visa a organização do Orçamento, já que a execução das três ações não são viáveis por extrapolar o teto de gastos,  caso se cumpram.

Até o momento, o Ministério trabalha com a possibilidade de ter R$ 25 bilhões para gastar livremente em 2022. Também espera-se que o teto de gastos tenha um respiro maior graças à inflação, que deve ficar acima do centro da meta do Conselho Monetário Nacional, de 5,25%. 

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Ainda assim, a equipe técnica da pasta afirma não ter espaço no Orçamento para tudo que o presidente deseja. Principalmente o reajuste aos servidores, por se tratar de uma despesa permanente. 

De acordo com a Folha de S. Paulo, a equipe já estuda formas de driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que limita o crescimento das despesas do governo à variação da inflação.

De acordo com estimativa interna do Ministério da Economia, para cada 1% de reajuste salarial aos servidores federais, haverá um gasto adicional de R$ 3 bilhões ao ano. 

Se autorizado o aumento de 5%, por exemplo, o impacto anual será de R$ 15 bilhões. Ou seja, com apenas uma medida o governo já comprometeria 60% de toda a verba. 

Já para a reformulação do Bolsa Família, o custo adicional previsto para 2022 é de R$ 18 bilhões. Por fim, com as obras de infraestrutura o governo teria um déficit orçamentário de pelo menos R$ 10 bilhões. 

*Com informações de Folha de S. Paulo

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