A construtora Trisul (TRIS3) divulgou ontem à noite, 12, que foi precificado em R$ 10 por ação o âmbito de sua oferta pública (follow on) de 40,5 milhões de novos papéis ordinários, após o procedimento de Bookbuilding. De acordo com o fato relevante, a operação movimentará um total de R$ 405 milhões.
Segundo o informe, em razão da oferta, o capital social passou de R$ 461.080.000,00, dividido em 146.117.538 ações ON, para R$ 866.080.000,00, com 186.617.538 ativos ordinários.
“A quantidade de 30 milhões de ações inicialmente ofertadas foi, a critério da Trisul, em comum acordo com os coordenadores da oferta, acrescida em 10.500.000 papéis, representando 35%”, afirma a construtora.
O coordenador líder será o Banco BTG Pactual, em conjunto com o Bradesco BBI e a Caixa Econômica Federal. Enquanto o início das negociações na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) está previsto para o dia 16 de setembro, como revela nota publicada pela companhia.
Setor imobiliário em alta?
De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), 3,5 mil unidades residenciais foram lançadas em julho, o que representa um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Já um estudo feito pela Pesquisa do Mercado Imobiliário, desenvolvido pelo Secovi-SP, apontou que a comercialização de novas conjuntos apresentou alta de 113% no mesmo período de comparação.
Além da Trisul, a Eztec (EZTC3) também busca, por meio de uma oferta pública de ações, conseguir dinheiro para compras de terrenos em São Paulo.
Para o editor da Empiricus Research, João Piccioni, “as companhias que possuem o melhor banco de terrenos, boa capacidade de execução de obra e de precificação de vendas das unidades, deverão sair na frente”.
B3
Na bolsa brasileira, os papéis da Trisul operam em alta. Às 14h15, os ativos detinham ganhos de 1,27%. Acompanhe em tempo real com o TradeMap.

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O que é Bookbuilding?
De um modo resumido, o Bookbuilding é o processo em que o coordenador da oferta estuda e avalia, em conjunto com os investidores, como seria a demanda de seus ativos no mercado. Dessa forma, a empresa que pretende abrir capital ou fazer novas ofertas deve saber qual a intenção de compra dos acionistas e chegar a um preço razoável para o IPO ou oferta secundária. Leia mais clicando aqui.
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