BTG (BPAC11), XP (XPBR31) ou Mercado Livre (MELI34): Quanto custa investir em criptos nas plataformas?

Gigantes do mercado financeiro entram no segmento de exchange na disputa por investidores, mas taxas ainda superam as de casas mais antigas

Foto: Shutterstock

(Esta matéria foi alterada às 16h43 do dia 23/08/2022 para corrigir a informação que indicava que a taxa mínima da Binance era de 0,015%.)

O mercado de criptoativos brasileiro atravessa um momento inédito, com o lançamento praticamente simultâneo de quatro grandes plataformas apenas neste ano. Nomes como BTG Pactual, Nubank e PicPay se juntaram a dezenas de outras exchanges – domésticas e internacionais – na disputa por investidores.

O aumento das opções tende a favorecer o mercado por estimular a competitividade, com possibilidade de custos cada vez mais acessíveis aos usuários. Esse benefício se alia ao fato de grandes instituições, como bancos e fintechs, já terem o know how de segurança e infraestrutura financeira.

A Genial Investimentos foi a última referência do mercado que anunciou a entrada no ramo de exchanges. Em entrevista ao site NeoFeed na terça-feira (16), o CEO da plataforma, Rodolfo Riechert, afirmou que a operação deve ser iniciada em outubro.

Assim como em outras modalidades disponíveis no mercado, o investidor de cripto deve prestar atenção aos ativos ofertados, ao valor mínimo exigido para o investimento por cada corretora e, principalmente, às taxas cobradas. O percentual incide diretamente sobre o preço da transação, e, em última instância, no lucro obtido com a compra e a venda dos ativos digitais.

E vale ressaltar que custos adicionais, como os referentes a emolumentos, já estão incluídos nas taxas apontadas na tabela abaixo.

Taxa das plataformas de cripto lançadas recentemente

A Xtage, da XP Inc., possui a menor taxa fixa entre as novas plataformas, de 0,60% por operação. A Mynt, do BTG Pactual, terá taxa de corretagem entre 0,30% e 1,5%, variando de acordo com o valor da ordem. O número é semelhante ao valor de 1,5% cobrado pelo Mercado Pago, braço da gigante de vendas online Mercado Livre.

A PicPay, que estreou a sua própria exchange de criptos na segunda semana de agosto, também retém em torno de 1,5%, variando de acordo o valor da transação.

O percentual retido pela plataforma de pagamentos online, porém, ainda está passando por avaliações internas. “Estamos fazendo diversos testes para entender qual é a taxa mais acessível para as pessoas. Além disso, essa taxa será variável. Ou seja, quanto mais você transacionar, mais barata se torna a taxa”, diz Bruno Gregory, head de Cripto e Web3 do PicPay.

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Quem também já está operando, mas ainda não bateu o martelo sobre a taxação foi o NuCripto, lançado pelo Nubank no mês passado.

Com mais de um milhão de usuários cadastrados na nova plataforma, o “banco do roxinho” ainda não estabilizou a taxa cobrada, mas, na sexta-feira (19), o valor estava em 1,64%.

“No momento, o Nubank está testando a taxa cobrada para compra e venda de criptomoedas. O objetivo é encontrar a melhor opção para o cliente e para o nosso negócio, sempre em linha com a missão da empresa de democratizar o mercado de criptomoedas no Brasil”, informou a fintech, em nota.

As taxas cobradas pelas plataformas estão, em média, acima das praticadas por algumas das mais conhecidas exchanges que já atuam no mercado brasileiro.

A Binance possui taxas que variam de 0% a 0,10%, de acordo com preço da negociação, enquanto a NovaDax cobra uma taxa de 0,07% a 0,50%.

O Mercado Bitcoin possui cobranças que variam desde 0,015% até 0,70%, dependendo do valor da ordem e do momento de execução. Já a FoxBit possui taxas que oscilam entre 0,25% e 0,50%.

Bitcoin e Ethereum dominam

O Bitcoin (BTC) e o Ethereum (ETH), as duas moedas com o maior volume de capitalização do mercado cripto, são ofertadas por todas as novas plataformas, mas algumas foram além.

A Mynt também possui em sua carteira a oferta de Solana (SOL), Polkadot (DOT) e Cardano (ADA), voltadas aos investimentos em contratos inteligentes.

Já o PicPay e o Mercado Livre oferecem aos investidores opções em USDP, uma stablecoin lastreada em dólar emitida pela Paxos, empresa de infraestrutura de blockchain. 

Investimentos a partir de R$ 1

As novas plataformas também exigem valores semelhantes para a atração dos clientes, com valor médio de investimento simbólico, de R$ 1.

A Xtage, da XP, é a única que afirma não cobrar nenhum valor mínimo para a entrada dos investidores. “O cliente que desejar investir pode utilizar o saldo de sua conta digital, transferindo o valor para a conta de cripto e emitir sua ordem de compra”, explica Lucas Rabechini, Diretor de Produtos Financeiros da XP Inc.

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A Mynt, do BTG Pactual, destoa das corretoras lançadas recentemente ao limitar um aporte mínimo de R$ 100.

“Vamos ajudar a trazer uma plataforma de confiança, com suporte 24 horas em sete dias por semana, com muito conteúdo e research na própria plataforma, além de uma experiência simples e intuitiva”, disse André Portilho, sócio e head de digital assets do BTG Pactual, em coletiva à imprensa durante a apresentação da Mynt.

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