Olá, investidor(a)!
Tudo bem?
Aqui está, saindo quentinha do forno, mais uma edição da TradeLetter, a mais divertida newsletter de notícias do mercado financeiro.
Nesta edição, vamos olhar em retrospecto para tudo que de mais interessante aconteceu na última semana. Bora lá?
E os troféus de maiores altas e maiores baixas do ano vão para…

🥇 EMBR3 = +98,48%
🥈 BRFS3 = +75,96%
🥉 WEGE3 = +46,45%

👎 COGN3 = -61,89%
👎👎 YDUQ3 = -55,50%
👎👎👎 AZUL4 = -53,72%
Principais índices

IBOV = -0,17%
IDIV = +2,01%
IFIX = +2,24%
Dow Jones = +7,88%
S&P-500 = +16,45%
Nasdaq = +17,46%
Dólar Ptax = +12,85%
*Dados do ano até o fechamento de 16/08/2024.
Agora, sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Vai subir?

É oficial: uma elevação da Selic até o fim de 2024 é possível.
Pelo menos foi essa a declaração de Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do BC e atual cotado para substituir Campos Neto como próximo presidente da autarquia monetária.
Galípolo começou seu discurso com um tom mais apaziguador. Segundo ele, a dura ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), lida pelo mercado com um tom de “essa merd* vai feder”, não continha nenhum interesse de fornecer um guidance, isto é, uma previsão do que acontecerá no próximo encontro.
“Saímos de um ciclo de corte para afirmar que as taxas ficarão altas por mais tempo e agora estamos colocando na mesa a possibilidade de alta. A intenção da última ata não foi fornecer um guidance”, afirmou.
Mas foi nesse “e agora” que a coisa desandou. Todo aquele discurso de que o ciclo de baixa da taxa entraria num período de repouso até pelo menos o fim de 2024 foi por água abaixo.
Gestores que, após a divulgação da ata do último encontro do Copom já direcionavam as velas rumo à direção oposta, tiveram só uma confirmação de seus presságios macroeconômicos. — “Vem vindo vento contrário aí…”
A razão, convenhamos, é sempre a mesma: a inflação. Após alta de 0,38% em julho, valor mais alto do que o esperado pelos investidores no mercado, Galípolo teve de folgar o colarinho e admitir a marcha para um patamar “desconfortável”.
No fim das contas, muita gente no mercado tem apostado em quatro altas consecutivas de 0,25 p.p., a começar de setembro. Retrocederíamos assim à casa dos 11,50% a.a..
Quando eu falo isso, eu sou louco?

Já sabe, né? Toda essa seção deve ser lida com voz de Darth Vader Pernambucano.
Brincadeiras à parte, nosso estimado presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (15) que não está louco nem fará nenhuma loucura com a economia do país.
Em entrevista à Rádio T., de Curitiba, Lula garantiu que o atual governo será fiscalmente responsável e trabalhará pela manutenção dos índices de inflação em patamares baixos.
Direto ao ponto, como sempre, o presidente afirmou:
“O que a gente não pode fazer é loucura. Em economia, não tem loucura, tem bom senso. Se eu fizer uma loucura e perder o controle, a gente vai levar o povo ao desastre. Eu não quero que a inflação volte. Eu já vivi inflação de 80% ao mês.”
A fala de Lula vem logo depois de outra declaração feita por ele na quarta-feira (14), em que mencionou que a redução dos juros no Brasil é “uma briga eterna”.
Em seu mandato, Lula tem sido um ferrenho crítico do Banco Central com sua postura mais hawkish. E, como era de se esperar, não poderia deixar de dar um cutucão nos diretores após as conversas de possível alta da taxa de juros.
Seja como for, não consigo deixar de imaginar o presidente Lula se esgoelando que nem o bom e velho Alborghetti:
“Quando eu falo isso, eu sou louco? Eu sou louco? EU TÔ LOUCO? NÃO! EU NÃO TÔ LOUCO! *POW* EU NÃO TÔ LOUCO! *POW* *POW* *POW*…”

Se organizar direitinho, em Setembro vem…

O primeiro soldado caiu, e assim essa muralha vai ruindo…
Raphael Bostic, presidente do Federal Reserve (Fed) de Atlanta, abriu um sorrisão e chamou a redução da taxa de juros americana para o abraço.
Aberto para um corte na taxa de juros já na próxima reunião do FOMC (Federal Open Market Committe), que ocorrerá nos dias 17 e 18 de Setembro, Bostic disse ao Financial Times, numa entrevista publicada nesta quinta-feira (15), que o Fed não pode mais “se dar ao luxo de se atrasar” no afrouxamento da política monetária americana.
Os comentários de Bostic são um avanço em relação às suas declarações no início desta semana. Todo isentão, mencionou que gostaria de ver “um pouco mais de dados” antes de estar pronto para apoiar a redução dos juros.
Pouco importa; agora, ele é nosso!
Divulgada essa semana, a inflação americana, medida pelo CPI (Consumer Price Index), subiu 0,2%, após ter mostrado queda de 0,1% em junho. Com isso, em 12 meses, a inflação desacelerou de 3,0% para 2,9% — 0,1 p.p. abaixo do esperado.
Aos ouvidos do mercado isso soou como música, e podemos imaginar que aos ouvidos de Bostic também. Esse movimento pavimenta o caminho para o início dos cortes de juros nos EUA.
Agora é esperar. Fé no pai que essa taxa cai!
Onde está o ouro das medalhas olímpicas?

Sabe toda aquela história de que tava faltando ouro nas medalhas olímpicas? Eu sei pra onde ele foi! Para a mão de investidores mundo afora.
Há cerca de um ano o preço do ouro no mercado vem subindo consistentemente, e nas últimas semanas o movimento se acentuou ainda mais.
A razão que motiva a busca pelo metal, no entanto, não vem de nenhum desejo de glória desportiva, mas sim do medo. Sim, medo da possível recessão americana que está adensando no horizonte.
Da sua mínima até a sua máxima, o ativo chegou a valorizar-se cerca de 25% somente neste ano. Atualmente, o ativo valoriza-se cerca de 20% ao longo de 2024. E, quando visualizamos esse movimento ao longo de 12 meses, esse número passa dos 35%.

Será que a alta tende a continuar?
O contexto macroeconômico explica bem o movimento de alta do metal. Indicadores da atividade econômica americana trazem à baila uma preocupação com relação a uma possível recessão econômica global.
Mas há um ingrediente a mais a ser adicionado nesse caldeirão: o início do ciclo de queda dos juros americanos. Historicamente, quando o Fed reduz os juros, cai também a remuneração dos títulos públicos americanos. E isso provoca um aumento de procura por ouro.
Essa esperança tem levado analistas do mercado a imaginar um ouro ainda mais reluzente nos próximos meses. E aí, vai começar a comprar ouro?
Hora de dar tchau!

Por hoje é só, galerinha.
Vejo você na próxima sexta!
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