Tipos de Investimentos em Renda Fixa

Dinheiro - reprodução

O mercado financeiro permite que o investidor tenha vários caminhos e escolhas diferentes sobre os tipos de investimentos em renda fixa. Dessa forma, podemos ter acesso ao título que melhor se adapta ao seu perfil e bolso, não é mesmo? Por isso, planejamos, assim, difundir o pensamento de que qualquer pessoa pode aplicar dinheiro e ter uma forma de rentabilidade.

Bom, mas antes de fato começarmos a falar sobre os tipos de aplicações, temos que deixar claro os segmentos que eles fazem parte e como estão relacionados ao horizonte de investimento, certo? Mas não se preocupe, marujo, pois nós já explicamos tudo em outro artigo. Clique aqui e fique ainda mais informado! Mas de uma forma reduzida, você deve saber que o prazo e objetivo devem sempre estar alinhados e, por isso, o papel está diretamente atrelado a essas características.

Agora que já deixamos o conteúdo mais claro, podemos seguir em frente e analisarmos os tipos de investimentos de uma vez! Vamos lá, caros investidores.

Renda Fixa

Antes de mais nada, em Renda Fixa existem duas categorias: os títulos públicos e privados. O nome já é sugestivo, não é mesmo? Enquanto o primeiro segmento é emitido pelo Tesouro Nacional (órgão do governo federal), o segundo pode ser expedido por outras instituições financeiras ou empresas de diversos setores.

Outra separação fundamental dos tipos de títulos de Renda Fixa é a remuneração que eles oferecem. Os juros que cada título paga podem ser prefixados ou pós-fixados. O que isso significa?

Prefixados: são os títulos que pagam uma taxa de juros fixa, como por exemplo 6%, o atual valor da Selic (taxa de juros básica do Brasil) . Isso quer dizer que na hora que você faz o investimento, você já sabe quanto dinheiro vai ganhar no final do período.

Pós-fixados: são títulos que pagam uma taxa de juros que ainda não está definida, como a Selic ou o CDI (taxa de empréstimo que os bancos fazem entre si). Isso significa que, apesar de você sempre ganhar mais no fim do período, você não sabe o quanto no momento do investimento.

Para facilitar sua vida, a renda fixa funciona como um empréstimo, mas no caso você seria a “instituição” que empresta dinheiro ao governo federal, ao banco ou à empresa que emite determinado título de dívida. Ficou mais claro assim? Então vamos continuar!

Tesouro Direto
Renda Fixa em Tesouro Direto - TradeMap
Infográfico desenvolvido por TradeMap

Começando pelo Tesouro Direto, esses títulos públicos são, como os demais, classificados em prefixados ou pós-fixados. Cada um possui características próprias, além de segmentar outros subtítulos abrangentes. Vejamos ao lado.

Os exemplos das caixas mostram como os subtítulos se encaixam nas categorias principais.

O TradeMap preparou um artigo somente com informações voltadas ao Tesouro Direto. Clique aqui e veja mais!

CDB

O CDB significa Certificado de Depósito Bancário e é emitido por qualquer instituição financeira. Sua rentabilidade costuma ser atrelada ao CDI, ou seja, Certificados de Depósito Interbancário. Mas também existem CDBs que possuem renda prefixada.

Mas afinal, o que é CDI? Você deve estar se perguntando, não é mesmo? Pois bem, este certificado é um título de emissão feito pelos bancos, que emprestam dinheiro entre si. O próprio Banco Central assegura essa operação.

E uma das principais vantagens do CDB é a sua segurança, pois possui o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para valores de até R$ 250 mil. Ficou mais aliviado agora, não é mesmo? Pois bem, estão podemos seguir para o próximo título!

CRI e CRA

O CRI, ou Certificado de Recebíveis Imobiliários, é um título que gera um direito de crédito ao investidor. Isso significa que caso você invista neste tipo de investimento, logo terá direto a receber uma remuneração (geralmente juros) do emissor.

Ao vencimento do título, o investidor receberá o valor aplicado.

Já o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) está lastreado em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais ou suas cooperativas. Esse título, por sua vez, abrange financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, ao comércio ou alguma característica voltada ao produto do agronegócio.

Ambos os títulos são emitidos por securitizadoras. E é importante lembrar que eles não têm cobertura do FGC e, por isso, é muito importante investir somente em instituições conhecidas. Muita atenção, hein marujos!

LCI e LCA

A LCI (Letra de Crédito Imobiliária) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são títulos semelhantes ao CDB, mas têm um diferencial relevante: são isentos do Imposto de Renda. Dessa forma, os rendimentos ficam diretamente com você. Que coisa boa, não?

Segundo informações mais precisas da B3, a LCI é um título lastreado por créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou alienação fiduciária. Por sua vez, a LCA está atrelada ao crédito originário do agronegócio.
Os dois títulos são protegidos pelo FGC, o que os tornam mais seguros frente aos CRIs e CRAs.

LC

A Letra de Câmbio (LC) tem o mesmo princípio das CDBs, mas é emitida por instituições financeiras de menor porte. Esse título também possui cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, amenizando, assim, qualquer valor perdido em até R$ 250 mil.

LF

Bom, a LF, ou Letra Financeira, é uma aplicação que busca rentabilidade em longo prazo, em geral para grandes investidores com investimentos de, no mínimo, R$ 150 mil.

Assim como as CDBs, a Letra Financeira costuma ser atrelada ao CDI, mas não é coberta pelo FGC.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas emitidos por empresas, geralmente com o propósito de financiar algum projeto interno ou externo. Assim como o CRI, o investidor tem direito a receber uma remuneração do emissor.

Apesar de ter uma rentabilidade atrativa, vale lembrar que esse título não tem Fundo Garantidor de Crédito e, caso a empresa quebre, você perderá o dinheiro aplicado.

Além do mais, existem também as debêntures incentivadas, emitidas por companhias relacionadas a setores estratégicos. Por isso, o governo federal oferece isenção de IR, ou seja, você poderá investir sem pagar taxas. Mais uma vantagem para esse título, certo?

Caderneta de Poupança

Por último, deixamos para falar da famigerada poupança. Sim, ela se encaixa no segmento de renda fixa, apesar de ter a menor rentabilidade entre os títulos. No entanto, essa aplicação ainda é uma das mais famosas no Brasil, uma vez que um grande número de pessoas não tem conhecimentos sobre os demais tipos de investimentos.

Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostram que em abril desse ano cerca de 65% dos brasileiros ainda aplicavam na poupança.

Acontece que sua rentabilidade é muito baixa! Veja:

  • Se a Selic estiver igual ou superior a 8,5%, a poupança renderá 0,5% ao mês + TR (Taxa Referencial, hoje zerada)
  • Caso a Selic esteja em abaixo de 8,5% ao ano, sua rentabilidade será de 70% da taxa básica de juros + TR

Bom, agora que falamos sobre os tipos de investimentos em renda fixa, você pode fugir na poupança agora mesmo, certo? (Caso ainda aplique neste segmento)

Riscos da Renda Fixa

Quando deixamos o dinheiro na poupança, temos na cabeça que não há risco nenhum, não é mesmo? Na verdade, existe um pequeno risco, por mais que muito remoto, de a instituição que estamos mantendo nosso dinheiro quebrar e o governo ser obrigado a honrar o valor que nós tínhamos guardado.

Títulos de Renda Fixa, que são assegurados pelo FGC, possuem esse mesmo risco (e, em geral, oferecem uma rentabilidade maior). Você nunca estará sujeito a um risco de mercado, como uma ação por exemplo, em que você pode ganhar ou perder dinheiro por variações de rentabilidade. Porém, assim como um papel de renda variável, você estará exposto caso a instituição que você emprestou seu capital quebrar.

Quando o título não possui o FGC, como um CRI, por exemplo, fique muito atento a instituição que você está investindo, pois o governo não vai cobrir nenhum valor da sua aplicação.

No TradeMap, você tem acesso a vários títulos de renda fixa. Basta acessar seu aplicativo e procurar o melhor investimento para você, marujo! Deixe seu comentário e até a próxima!

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