Calculadora TradeMap: Juros real × nominal
Como funciona a calculadora de Juros real × nominal do TradeMap
A rentabilidade anunciada por uma aplicação é nominal, e o que interessa ao investidor é quanto daquilo sobra depois do imposto e da inflação. O atalho mais comum, subtrair a inflação da taxa, entrega um número maior do que o verdadeiro. A calculadora mostra as duas contas lado a lado, quantifica o erro da subtração e acompanha o dinheiro do montante bruto até o poder de compra que resta no fim.
A calculadora apura a taxa real de uma aplicação a partir da taxa nominal e da inflação do período, pela relação de Fisher, e converte o resultado em poder de compra expresso em reais da data inicial. Parte da taxa nominal anual, da inflação anual, do valor investido, do prazo em meses e da opção de aplicar ou não o imposto de renda regressivo, e devolve a taxa real, a taxa que a subtração simples produziria, o erro entre as duas em pontos percentuais, o ganho real acumulado no período e a decomposição do montante bruto até o poder de compra final, passando pelo imposto e pela perda inflacionária.
Os campos de entrada
Taxa nominal (a.a.) é a rentabilidade anunciada da aplicação, antes de qualquer desconto.
Inflação (a.a.) é a variação de preços do período, e pode ser informada com valor negativo para representar cenários de deflação.
Valor investido e Prazo (meses) definem o montante aplicado e a duração da aplicação. O prazo também determina a faixa de imposto, porque a contagem é feita em dias corridos.
Aplicar IR regressivo liga ou desliga a incidência do imposto de renda na simulação, permitindo comparar o resultado bruto com o resultado líquido de tributação.
Por que a taxa real não é a nominal menos a inflação
A subtração trata rendimento e inflação como se fossem grandezas somáveis, quando na verdade uma incide sobre a outra. O rendimento é aplicado sobre o valor investido, mas a perda de poder de compra atinge também o próprio rendimento obtido, e não apenas o capital original. No caso mais comum, em que a aplicação rende acima da inflação, a subtração ignora esse pedaço e entrega um ganho real maior do que o verdadeiro. Quando a inflação supera o rendimento, o desvio troca de sinal, e a subtração passa a indicar uma perda maior do que a efetivamente sofrida. Em qualquer dos casos, o tamanho do desvio é pequeno quando a inflação é baixa e cresce conforme ela sobe, e por isso a calculadora exibe o erro da subtração em pontos percentuais, deixando visível a distorção em cada cenário.
A ordem entre o imposto e a inflação
O imposto de renda incide sobre o rendimento nominal, antes de a inflação entrar na conta, e essa ordem não é uma escolha da calculadora, é como a tributação funciona. O efeito prático é que o investidor paga imposto inclusive sobre a parcela do rendimento que apenas repôs a inflação, ou seja, sobre um ganho que não representa aumento real de poder de compra. É isso que faz a rentabilidade real líquida cair mais do que a intuição sugere, e a calculadora torna o efeito visível ao separar, na decomposição, o quanto saiu em imposto e o quanto se perdeu para a inflação.
A faixa de imposto depende dos dias corridos
A alíquota aplicada segue a tabela regressiva do art. 1º da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, que prevê 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. A contagem é feita em dias corridos, e essa precisão importa na fronteira entre faixas, já que doze meses correspondem a 365 dias e caem na faixa de 17,5%, enquanto tratar o ano como 360 dias manteria a aplicação na faixa de 20%. Prazos menores deslocam a aplicação para faixas superiores, e a calculadora informa a alíquota e a quantidade de dias usados em cada simulação.
Quando a rentabilidade real é negativa
A rentabilidade real fica negativa quando o rendimento líquido não cobre a inflação do período. Nesse caso o saldo cresce em reais, mas compra menos do que comprava no início, e a calculadora apresenta a taxa real e o ganho do período com sinal negativo. É uma situação comum em períodos de inflação alta ou de juros comprimidos, e é justamente o tipo de cenário que a comparação entre taxa nominal e taxa real existe para revelar.
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