Andrei alegou risco às eleições e ao caso ‘Dark Horse’ para voltar ao comando da PF
O diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues recorreu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar reverter o afastamento do comando da corporação e argumentou que a medida poderia prejudicar tanto investigações em andamento quanto a normalidade institucional durante o período eleitoral.
O pedido foi apresentado dentro do inquérito que apura se recursos de emendas parlamentares foram usados para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação ganhou uma nova etapa após a PF receber materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo com pessoas ligadas à produção do longa. Os documentos e equipamentos haviam sido recolhidos em junho.
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Os 3 pontos usados por Dino para derrubar afastamento de Andrei Rodrigues da PF
No recurso, Andrei sustentou que sua retirada do cargo poderia afetar a definição da equipe encarregada do caso e atrasar a análise desse material.
“O seu afastamento do cargo de Diretor-Geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição”, registrou Dino ao resumir os argumentos apresentados pelo delegado.
Andrei também associou a medida ao contexto eleitoral. Segundo o pedido, o afastamento produziria efeitos sobre o funcionamento da PF e sobre o interesse público na preservação da normalidade institucional.
Dino acolheu a argumentação nesta quarta-feira (9), um dia depois de André Mendonça determinar a saída de Andrei da direção-geral e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência da corporação.
Na decisão, Dino afirmou haver risco de “danos irreparáveis” a processos sob sua relatoria e determinou a reintegração imediata dos dois delegados.
“Com o objetivo de impedir a produção de danos irreparáveis a processos submetidos à minha relatoria, defiro a tutela provisória”, escreveu.
O ministro também destacou que a nomeação do diretor-geral da PF é atribuição do presidente da República e ordenou o restabelecimento integral das funções de Andrei e Almada.
Com a decisão posterior de Dino, os dois retornaram aos postos enquanto a controvérsia sobre os afastamentos segue em discussão no Supremo.




















