HASH11 dispara 28% em agosto com rali do bitcoin: ainda dá tempo de entrar?

O HASH11, acompanhando a disparada do bitcoin, tenta prolongar sua recuperação anual após os fortes avanços registrados desde a semana passada, com a volta do otimismo com o mercado cripto. O ETF de criptoativos, da B3, ganha 28,3% no acumulado do mês de agosto, reduzindo parte das perdas anuais, que agora estão em 19% e, do acumulado de 12 meses, de 39%.
Nesta quinta-feira (27), o ETF HASH11 abriu com alta de 0,91%, cotado a R$ 53,31. Em dólares, o bitcoin está cotado, por volta das 10h20, a US$ 79.357,31, registrando uma valorização de 1,7% nas últimas 24 horas, de 10,3% em sete dias e de 21,5% em um mês. Na análise do acumulado do ano, porém, o bitcoin cede 9,2% e, em 12 meses, recua 28,8%.
No caso do HASH11, o movimento recente melhorou de forma relevante a configuração do gráfico semanal. O ETF voltou a negociar acima das médias móveis, enquanto o IFR de 14 períodos aponta para cima e ainda deixa espaço para novas altas. O bitcoin apresenta uma estrutura semelhante: recuperou as médias móveis e agora tenta avançar em direção aos US$ 80.000.
Na minha leitura, o cenário técnico dos dois ativos melhorou, mas a continuidade da reação dependerá da entrada de força compradora capaz de romper as próximas resistências. Caso isso não ocorra, o movimento acelerado da semana passada poderá abrir espaço para uma realização.
Análise técnica da Ibovespa
O HASH11 negocia com leve alta nesta semana, após avançar 21,38% na anterior, em um forte movimento de recuperação. Na última sessão, porém, o ETF recuou 0,23%, cotado a R$ 52,42. Depois da valorização expressiva, considero importante acompanhar se o ativo conseguirá sustentar a força compradora ou se entrará em uma correção.
Pelo gráfico semanal, observo que a entrada de compradores levou o ETF para cima das médias móveis, melhorando a estrutura técnica. O IFR de 14 períodos está em 57,11 pontos, aponta para cima e permanece na zona neutra, sem indicar sobrecompra. O indicador, portanto, ainda deixa espaço para a continuidade da alta.
Para dar maior consistência à recuperação, considero importante superar inicialmente a faixa de R$ 53,00/R$ 58,43. O rompimento dessa região poderá ampliar o fluxo comprador e abrir caminho para R$ 72,75. Acima desse nível, os próximos objetivos aparecem em R$ 94,88 e na máxima histórica de R$ 98,69.

No sentido contrário, a perda da região das médias e dos suportes em R$ 49,85/R$ 45,77 enfraqueceria a reação recente. Abaixo dessa faixa, o próximo ponto relevante de sustentação está em R$ 38,80. O rompimento desse nível devolveria maior força aos vendedores e poderia levar o ETF a R$ 31,44, com objetivos mais longos em R$ 26,14 e R$ 20,18.
Minha leitura de médio prazo melhorou com o avanço da semana passada e a recuperação das médias móveis. O HASH11 mantém potencial para novas altas, mas precisa superar R$ 53,00/R$ 58,43 para confirmar maior consistência. Enquanto isso, a preservação de R$ 49,85/R$ 45,77 será importante para impedir uma correção mais ampla.
Suportes: R$ 49,85/R$ 45,77; R$ 38,80; R$ 31,44; R$ 26,14; R$ 20,18.
Resistências: R$ 53,00/R$ 58,43; R$ 72,75; R$ 94,88; máxima histórica em R$ 98,69.
Confira nossas análises:
- Acima de petroleiras, Ultrapar (UGPA3) sobe 66% no ano; ainda vale comprar?
- Nem Nvidia, nem chips: veja quem brilhou nas novas máximas de Wall Street
- Nvidia (NVDC34) pode voltar à máxima histórica? Gráfico revela níveis decisivos
Análise de médio prazo
O Bitcoin negocia com leve alta nesta semana, depois de avançar 23,58% na semana passada e retomar a região dos US$ 70.000. Agora, a criptomoeda tenta se aproximar dos US$ 80.000, enquanto o mercado avalia se haverá força para prolongar a recuperação ou se o movimento recente poderá provocar uma realização.
Apesar da forte reação, o Bitcoin ainda acumula queda superior a 10% em 2026, embora já tenha recuperado uma parcela relevante das perdas do ano. No gráfico semanal, observo que a entrada de compradores levou o ativo novamente para cima das médias móveis, melhorando sua configuração técnica.
O IFR de 14 períodos está em 57,51 pontos, aponta para cima e permanece em região neutra. Assim como no HASH11, o indicador ainda não mostra sobrecompra e deixa espaço para novas altas caso a pressão compradora seja sustentada.
Para dar continuidade à recuperação, considero importante superar a resistência em US$ 82.850. Acima desse patamar, o Bitcoin poderá avançar em direção a US$ 97.925, seguido por US$ 116.400 e pela máxima histórica de US$ 126.199.
Fonte: TradingView. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo PazPor outro lado, a perda da região das médias, inicialmente em torno de US$ 69.975, enfraqueceria o movimento recente. A confirmação de uma retomada mais consistente das vendas dependeria da perda de US$ 57.800. Abaixo desse nível, os próximos suportes estão em US$ 50.000/US$ 49.000, seguidos por US$ 38.555 e US$ 24.900.
Minha leitura de médio prazo também melhorou para o Bitcoin. A recuperação das médias e o IFR ascendente favorecem a continuidade da reação, mas o rompimento de US$ 82.850 será necessário para abrir espaço para objetivos mais elevados. No sentido oposto, a perda de US$ 69.975 aumentará o risco de correção após a forte valorização recente.
Suportes: US$ 69.975; US$ 57.800; US$ 50.000/US$ 49.000; US$ 38.555; US$ 24.900.
Resistências: US$ 82.850; US$ 97.925; US$ 116.400; máxima histórica em US$ 126.199.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
- O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.


















