Raízen fecha parceria com Femsa e traz nova concorrente no mercado de varejo

Mercado de ações

No início do mês, a Raízen Combustíveis, sociedade entre a Shell e a Cosan, e a companhia mexicana Femsa anunciaram uma parceria para expandir seus negócios em lojas de conveniência no Brasil.

De acordo com vice-presidente da Raízen, Leonardo Pontes, a joint venture (união entre duas empresas com o objetivo de realizar atividade econômica em comum) permitirá uma expansão mais rápida no número de lojas com a marca Select, além de abrir lojas de proximidade com a marca Oxxo fora dos postos.

Com isso, a nova empresa concorrerá com grandes varejistas do país, como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) e Carrefour (CRFB3). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Mercado de consumo na B3

Os papéis da B2W (BTOW3) estão em direção contrária ante as varejistas, liderando as maiores altas do Ibovespa após divulgar aumento de capital social em R$ 2,5 bilhões. Às 14h40, a companhia registrava aumento de 6,44%. Acompanhe os ativos em tempo real com o TradeMap.

BTOW3
Tela de ações da B2W e setores no TradeMap, recpectivamente

No entanto, podemos notar hoje (20) que as ações ligadas a grandes varejistas do país, como o Magazine Luiza (MGLU3) e a Lojas Renner (LREN3), enfrentam baixas no pregão da bolsa brasileira. Essa queda pode ser um reflexo da discussão sobre o corte de juros no exterior. Aqui no Brasil, as taxas estão afetam muito o consumo que é um dos principais segmentos impactados.

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não está preparado para um acordo comercial com a China e espera que o país asiático resolva os protestos de Hong Kong. Além do mais, o mercado não vê motivo para o Federal Reserve (banco central americano) continuar com o ciclo de baixa de juros, já que os EUA continuam com forte atividade econômica.

Trump escreveu ontem, 19, no Twitter sua opinião a respeito: “a taxa do Fed, durante um curto período de tempo, deve ser reduzida em pelo menos 100 pontos base, talvez com algum alívio quantitativo também. Se isso acontecesse, nossa economia seria ainda melhor, e a economia mundial seria muito e rapidamente aumentada – bom para todos”.

Apesar disso, a expectativa é que o Banco Central americano não corte a taxa básica de juros da economia para o ano, como se esperava anteriormente. Esse direcionamento também se refletiu nas expectativas de juros no Brasil.

Em contrapartida, os bancos centrais da China e Alemanha indiciam redução de juros ou medidas alternativas de expansão monetária.

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