FMI alerta possível crise financeira

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou uma possível crise financeira que pode travar US$ 19 trilhões nos próximos dois ou três anos, caso a piora nas condições econômicas pressionar grandes devedores nos oito maiores mercados.

Segundo informações do Estadão, o risco do calote de vários grupos não financeiros é parte do cenário sombrio desenhado em três relatórios nos últimos dois dias. Os economistas do FMI apontam que, mesmo depois de dez anos de iniciada a recuperação da última grande crise, as vulnerabilidades financeiras se tornaram novamente uma ameaça.

Países ricos, com políticas monetárias frouxas, incluindo taxas baixas ou, até mesmo, negativas, inverteram os sinais. Enquanto isso, do lado positivo, elas ajudaram o mundo a sair da recessão econômica, além de reduzir o número de desempregados.

O relatório ainda aponta que do lado oposto foi estimulado o endividamento público e privado, além de criarem ambiente favorável a operações arriscadas e ampliarem a vulnerabilidade a novos choques.

Ontem, o FMI aumentou seus alertas para o mercado de dívida corporativa devido os investidores buscarem por retorno em ativos de maior risco após os recentes cortes nas taxas básicas de juros dos bancos centrais. Aqui no Brasil, por exemplo, o Copom cortou a Selic em 0,5% na última reunião em setembro.

De acordo com informações do Estadão, a dívida total do setor corporativo passou de US$ 34 trilhões para US$ 51 trilhões, entre 2009 e 2019, nas principais nações cobertas pela análise, que incluem Estados Unidos, China, Japão e países europeus.

Alívio nas tensões EUA-China

Em meio às tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, o FMI transmitiu alívio frente à guerra comercial e disse que o acordo, mesmo que parcial, pode reduzir os danos já causados à economia global.

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, disse que ficou animada com o acordo entre as duas maiores economias do mundo na sexta-feira passada, 11. No entanto, pediu que os países trabalhem em prol de uma paz comercial duradoura. As informações são da Agência Reuters.

Foto: World Bank Photo Collection

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