Dívida no cartão de crédito é a mais cara para o consumidor, mas cresce mais que outras modalidades de empréstimo

Inflação estimula uso do plástico, em especial entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos

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O saldo do cartão de crédito, que é a soma de todas as operações que as pessoas têm a pagar, cresce em um ritmo anual acima do total de empréstimos a pessoas físicas no país: 25,7% contra 21,1%. O motivo? O aquecimento da economia mas, principalmente, a necessidade de composição de renda das famílias.

Em setembro de 2021, o saldo das operações com cartões de crédito, incluindo rotativo (parcela da fatura na qual incide juros por não ter sido paga no vencimento), parcelado e pagamentos à vista, era de R$ 320,9 bilhões, um avanço de de 25,7% em 12 meses, segundo dados do Banco Central.

Já o estoque total de empréstimos a pessoas físicas com recursos livres, aqueles que os bancos podem destinar a qualquer uso, era de R$ 1,4 trilhão, alta de 21,1%.

Dados da Federação de Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) mostram que o cartão de crédito é o principal instrumento de financiamento das famílias. Em outubro, 82,6% dos consumidores faziam uso do cartão. É o maior percentual para o mês desde o início do levantamento da Fecomercio.

Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) também revelam que esse uso do cartão é maior nas famílias com ganhos de até dez salários mínimos (86%) em relação aos com renda acima desse patamar (73,1%). O salário mínimo está em R$ 1.100.

“No ano passado, o uso do cartão estava em torno de 75%. O que vemos é que o cartão tem sido a saída dessas famílias [de renda até dez salários mínimos] para manter o consumo”, diz Guilherme Dietze, economista da Fecomercio-SP.,

Juros elevados

O problema de ter um uso intenso do cartão de crédito é que, em caso de inadimplência, essas são as linhas mais caras para a pessoa física. E o custo de rolar uma dívida dessa modalidade tende a subir, uma vez que a taxa básica da economia, a Selic, está em alta.

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Os juros médios do crédito rotativo eram de 339,5% ao ano em setembro, alta de 30,1 pontos percentuais em 12 meses. No caso das compras parceladas, os juros eram de 168,7% ao ano, incremento de 26,7 pontos em 12 meses.

Outras linhas possuem juros mais atrativos para as pessoas físicas. O principal exemplo é o consignado, aquele em que o desconto da parcela é feita diretamente do salário do trabalhador, que, também em setembro, registrava uma taxa média de 19% ao ano, um crescimento de apenas 0,5 ponto percentual em 12 meses.

Reinaldo Domingos, educador financeiro, lembra que o uso do cartão de crédito em excesso, como forma de compensar a perda de renda causada pela inflação, pode levar a um desequilíbrio financeiro – e na modalidade que possui os juros mais elevados.

“Qual o instrumento mais fácil para um consumidor se financiar? O cartão de crédito, que já está aprovado e muitas vezes com um limite superior ao da realidade financeira das pessoas”, diz.

Quando o consumidor chega nessa situação de parcelamento constante da fatura ou todos os meses no rotativo, a saída é trocar a dívida por instrumentos mais baratos, como o consignado.

No entanto, o educador financeiro alerta que, caso o padrão de consumo não mude, o risco de cair na mesma armadilha nos meses seguintes é o mesmo.

“Refinanciamento e dinheiro novo, como um aumento salarial, não combatem a causa do problema, que na maior parte dos casos é o desequilíbrio financeiro”, explica.

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Cartões de crédito em alta nos bancos

O maior uso do cartão também se reflete nos bancos. No Itaú Unibanco (ITUB3; ITUB4), o saldo de empréstimo do cartão de crédito para pessoas físicas era de R$ 97 bilhões em setembro, alta de 25,1% em 12 meses.

Só a emissão de novos cartões no terceiro trimestre chegou a 4,7 milhões, um recorde, segundo a instituição financeira.

Para os bancos, embora seja um produto de risco elevado, o cartão de crédito é o que oferece os maiores ganhos, dada a elevada taxa de juros. Além disso, eles recebem receitas pelo uso dos cartões.

No Itaú, essas receitas somaram R$ 2,57 bilhões entre julho e setembro, 17,2% de alta na comparação com igual período de 2020.

O mesmo comportamento foi visto no Banco do Brasil. O saldo do cartão de crédito subiu ainda mais, chegando a R$ 41 bilhões, um avanço de 41,3% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Essa modalidade de crédito representa 16,2% do total de empréstimos para pessoas físicas na institução – um ano antes, essa fatia era de 13,1%.

Para a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), entidade à qual os bancos emissores de cartão estão associados, o maior uso do plástico está ligado ao avanço da vacinação no país, o que estimula a atividade econômica.

O total de compras feitas com cartões de crédito no país durante o terceiro trimestre foi de R$ 420,1 bilhões, crescimento de 42,2%.

“O resultado mostra que o setor continua em trajetória de forte expansão, acompanhando o crescimento do consumo de bens e serviços, à medida que avança a vacinação da população”, informou, em nota, a Abecs.

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