Como começar a investir no mercado financeiro?

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Você já pensou em investir seu dinheiro, mas ainda não sabe como dar o primeiro passo? Talvez essa seja a principal dúvida para quem está começando agora no ramo do mercado financeiro.

No entanto, para investir é necessário saber como funciona o mercado financeiro e de que forma é possível ter uma rentabilidade extra no futuro! Dito isso, agora podemos explicar as principais características deste segmento e te deixar preparado para investir! Veja só:

Mercado financeiro

De uma forma simples, podemos dizer que o mercado financeiro é um ambiente que envolve negociação de compra e venda de ativos. Ele engloba todos os tipos de investimentos para os mais variados perfis de investidores.

Isso significa que o mercado financeiro oferece variados produtos que refletem diretamente com os objetivos específicos de cada investidor.

Dentro do mercado financeiro, encontramos alguns segmentos que ditam esses perfis, sendo:

  • Ações
  • Renda Fixa
  • Opções
  • ETFs
  • Fundos Imobiliários
  • Fundos de Investimento
Ações

Vamos começar pelo investimento mais famoso e querido do mercado: as ações! Elas se enquadram no segmento de Renda Variável, isso porque, como o próprio nome já diz, variam por especulações ou notícias atreladas à empresa ou ao setor em que fazem parte.

As ações, ou também chamadas de ativos e papéis, são negociadas em bolsas de valores. Por terem tal variação, nunca se sabe ao certo se elas terão um bom rendimento ou, até mesmo, prejuízo. Por isso, é aconselhável que o investidor que opte em comprar esse título tenha cuidado antes de adquiri-lo, fazendo análises de investimentos.

Entretanto, as ações têm uma grande procura no mercado, mesmo com seus riscos, uma vez que costumam oferecer um desempenho melhor do que os outros tipos de investimento. Ainda mais devido ao recente corte da Selic pelo Conselho de Política Monetária (Copom), ficando em seu menor nível histórico, de 5% ao ano.

Isso significa que investimentos que usam a Selic como base de rendimento, como o Tesouro Selic, tendem a diminuir o interesse e a procura do investidor, já que eles não terão um retorno tão bom.

Existem dois grupos principais de ações: as ordinárias (ON), que dão direito de voto ao acionista, e as preferenciais (PN), que dão preferência ao recebimento de proventos.

Renda Fixa

A renda fixa garante ao investidor, na grande maioria das vezes, um retorno do valor aplicado mais a rentabilidade trabalhada durante o tempo em que o capital ficou investido. De um modo geral, apesar desse tipo de investimento ser mais seguro frente às ações, também existem riscos.

No entanto, alguns títulos de renda fixa possuem o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que significa que em caso do emissor do título quebrar, o FGC paga a garantia ao investidor de até R$ 250 mil, nos limites da regulamentação. Para saber mais informações, clique aqui.

Em renda fixa encontramos duas classes: os títulos públicos, oferecidos pelo Tesouro Nacional, e privados, ofertados por bancos e instituições financeiras.

Infográfico desenvolvido por TradeMap
Infográfico desenvolvido por TradeMap

Na imagem ao lado, podemos ver quais são os títulos do Tesouro Direto. Eles são divididos em subcategorias: prefixado e pós-fixado.

Nos títulos prefixados é possível saber, exatamente, a rentabilidade que você receberá. Para isso, é necessário manter o capital aplicado até a data de vencimento. De acordo com o próprio site do Tesouro, esse papel tem indicação direta para quem acredita que a taxa prefixada será maior que a taxa de juros básica da economia, a Selic.

Já os títulos pós-fixados são corrigidos por um indexador, entre Selic ou inflação (IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Isso quer dizer que a rentabilidade da aplicação será composta por uma taxa definida na compra do papel mais a variação atrelada.

Por sua vez, os títulos privados são divididos em:
  • CDB: O CDB significa Certificado de Depósito Bancário e é emitido por qualquer instituição financeira. Sua rentabilidade costuma ser atrelada ao CDI, ou seja, Certificados de Depósito Interbancário. Mas também existem CDBs que possuem renda prefixada

  • CRI: O CRI, ou Certificado de Recebíveis Imobiliários, é um título que gera um direito de crédito ao investidor. Isso significa que caso você invista neste tipo de investimento, logo terá direto a receber uma remuneração (geralmente juros) do emissor

  • CRA: O CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) está lastreado em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais ou suas cooperativas. Esse título, por sua vez, abrange financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, ao comércio ou alguma característica voltada ao produto do agronegócio

  • LCI e LCA: A LCI (Letra de Crédito Imobiliária) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são títulos semelhantes ao CDB, mas têm um diferencial relevante: são isentos do Imposto de Renda. Dessa forma, os rendimentos ficam diretamente com você

  • LC: A Letra de Câmbio (LC) tem o mesmo princípio dos CDBs, mas é emitida por instituições financeiras de menor porte

  • LF: Assim como as CDBs, a Letra Financeira costuma ser atrelada ao CDI, mas não é coberta pelo FGC

  • Debêntures: As debêntures são títulos de dívidas emitidos por empresas, geralmente com o propósito de financiar algum projeto interno ou externo. Assim como o CRI, o investidor tem direito a receber uma remuneração do emissor
Opções

Antes de mais nada, temos que deixar claro que as opções são derivativos, ou seja, contratos financeiros que derivam de um determinado papel. No geral, a ideia deste mercado é minimizar os riscos de oscilação de um papel e garantir, assim, um potencial retorno para quem investe.

Podemos falar, basicamente, que as opções são instrumentos em que os investidores podem negociar um direito ou uma obrigação de comprar ou vender algum papel, sendo que ela é constituída por um preço de exercício e um prazo de validade pré-estabelecidos.

ETFs

O ETF, ou conhecido como Exchange Traded Fund, é um fundo negociado em Bolsa que replica o desempenho de algum índice de referência reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Basicamente os ETFs reúnem características de ações e fundos, o que permite ao investidor o acesso à carteira diversificada, sem ter que comprar, separadamente, todos os títulos que fazem parte desse conjunto.

Fundos Imobiliários

Um fundo de investimento imobiliário, também conhecido como FII, é formado por um grupo de investidores que têm o objetivo de aplicar em ativos imobiliários.

De uma forma simples, podemos entender o FII como um investimento realizado por meio da bolsa de valores em que o investidor compra certa quantidade de cotas do fundo e pode ganhar dinheiro com a valorização da cota aplicada ou com a distribuição de rendimentos do administrador de tal FII.

Fundos de Investimento

Os fundos de investimento são uma comunhão de recursos constituído sob a forma de condomínio, com o objetivo de aplicar em diversos ativos financeiros e buscar retorno e geração de valor aos investidores. Basicamente, estamos falando de uma estrutura formal de um investimento conjunto.

Esse fundo é formado por alguns agentes, sendo os principais:
  • Gestor: agente responsável pela estratégia de alocação dos recursos do fundo

  • Administrador: responsável pelos serviços relacionados direto ou indiretamente ao funcionamento e à manutenção do fundo, como contratação de terceiros, convocação de assembleia, comunicação com cotistas, etc
  • Custodiante: encarregado de guardar os ativos do fundo

Após entender o conceito do mercado financeiro, agora o investidor pode seguir para a próxima etapa: definir seu perfil e objeto!

Perfil e Horizonte

Uma dúvida que causa grande confusão antes de uma pessoa investir de vez no mercado financeiro, é saber qual o melhor tipo de investimento para ela.

Em finanças, o termo perfil de risco tem o objetivo de ajudar o investidor a tomar a melhor decisão com base em características que mais se adequam a ele. Veja só:

Conservador: dá preferência à segurança e procura diminuir ao máximo o risco de perda, e, por isso, aceita até rendimentos menores.

Moderado: procura equilíbrio na hora de investir, ficando entre a segurança e a rentabilidade. Às vezes corre certo risco para render mais dinheiro do que investimentos mais seguros

Arrojado: prioriza investimentos com maior rentabilidade, mesmo capaz de correr grandes riscos

Após definir o perfil mais adequado, o investidor deve conciliar, então, o objetivo com o bolso. Bom, assim como nos demais aspectos da vida, temos que focar em algum propósito para completar alguma etapa, certo? Então nada mais justo do que adotar esse mesmo método nas finanças pessoais.

Outro passo importante antes de começar a investir é definir também o horizonte de investimento. Isso significa decidir quanto tempo o capital ficará aplicado.

Aqui encontramos três prazos determinados pelo mercado:
  • Curto prazo: período de até dois anos (Tesouro Selic, CDB, LCI e LCA)

  • Médio prazo: período varia entre dois e cinco anos (LCI, LCA, LC e Fundos de Investimento)

  • Longo prazo: mínimo cinco anos de aplicação (Tesouro IPCA, Fundos de Investimento, Ações, ETFs e FII)
Infográfico desenvolvido por TradeMap
Infográfico desenvolvido por TradeMap

Dessa forma, é possível notar que o perfil de risco (objetivo) e horizonte de investimento (tempo) devem sempre andar de mãos dadas, uma vez que um complementa o outro e, assim, podem garantir o melhor retorno ao investidor.

 Infográfico desenvolvido por TradeMap
Infográfico desenvolvido por TradeMap
Comece a investir!

Para operar no mercado financeiro, o futuro investidor deve abrir conta em alguma corretora, pois é ela que fará a “ponte” para toda negociação. Ou seja, quando o investidor decide comprar ou vender determinado papel é ela que emitirá tal ordem à bolsa de valores ou instituição financeira.

No site da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, existe uma lista com todas as corretoras credenciadas.

Ao lado, existe o passo a passo para abrir a conta e começar de uma vez a investir no mercado financeiro!

E aí, vamos começar a investir? Aproveite que o TradeMap Premium está no período gratuito e tenha as melhores ferramentas para te ajudar! 😊

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