Prejuízo da Cogna registra queda em um ano

Em base ajustada, o prejuízo foi de R$ 20,3 milhões, queda de 85,4% na comparação anual

Cogna, foto divulgação
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No segundo trimestre de 2021, a Cogna apresentou um prejuízo líquido de R$ 106,6 milhões, cifra 76% menor do que um ano antes, no auge da primeira onda da pandemia. Em base ajustada, o prejuízo foi de R$ 20,3 milhões, queda de 85,4% na comparação anual.

A companhia ainda enfatiza que seu melhor resultado no período reflete o plano de reestruturação apresentado no final de 2020. Além disso, também destaca que vem avançando na construção de um ecossistema digital de educação do Brasil.



O novo modelo de negócio coloca a Cogna de volta ao caminho do crescimento com maior racionalidade na alocação de capital e recuperação de rentabilidade.

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Segundo o relatório, houve redução anual de 5% em sua receita líquida, encerrando o trimestre em R$ 1,3 bilhão. A pressão se deve a menor receita no ensino superior presencial.

No segmento Kroton, a receita líquida diminuiu 10,9% como consequência da retração no número de alunos do ensino presencial, caindo 21,4%. O resultado foi parcialmente compensado pelo aumento de 18% na receita de EAD, obtido com o crescimento da base de alunos do ensino digital no período.



No segmento Vasta, a companhia reportou um crescimento de R$ 31 milhões, ou 28,1%, na receita líquida devido ao aumento observado na receita de todos os segmentos, principalmente na subscrição ex-PAR (sistemas de ensino tradicionais e soluções complementares), que subiu R$ 14 milhões.

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Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) recorrente foi de R$ 329,5 milhões ante R$ 120,6 milhões do segundo trimestre de 2020, com 25% de margem Ebitda contra a margem de 8,8%, uma expansão de 16,5 pontos percentuais.

Essa melhora veio em função da melhor performance no recebimento, uma maior adimplência dos alunos e da redução no custo com docentes. Dessa forma, isso refletiu em uma menor provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) no ensino superior pagante e nos produtos de parcelamento.

No período, a companhia ainda melhorou a sua alavancagem. A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses atingiu 2,13 vezes, abaixo do limite de 3 vezes. Ela anunciou o processo de captação de R$ 1,25 bilhão, cujos recursos serão utilizados para alongamento do prazo médio da dívida.

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Foto: Cogna

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