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UBS defende maior exposição em renda fixa até para investidores mais arrojados

UBS defende maior exposição em renda fixa até para investidores mais arrojados

Em relatório intitulado "Keep calm and Renda Fixa", banco avalia que bolsa e ativos no exterior devem ficar em segundo plano

UBS commodities

Foto: Twicepix

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O banco suíço UBS vê que 2021 será o ano da renda fixa e recomenda a seus clientes, independentemente do perfil de risco, que aumentem a exposição aos papéis indexados à inflação e títulos pós-fixados em detrimento aos ativos de maior risco.

A avaliação da instituição financeira é que os juros básicos irão subir até 12% — a taxa Selic está em 10,75% ao ano — e se manterão nesse patamar até o final do ano. Em 2023, a expectativa é que o Banco Central dê início a um movimento de flexibilização. A inflação deve terminar o ano em 4% e o crescimento do PIB de 0,6%.

“Acreditamos que as condições atuais representam uma oportunidade para os investidores locais recuperarem seus retornos reais acima da inflação após as perdas de 2021”, explica o relatório nomeado “Keep Calm and renda fixa”.

A alocação estratégica sugerida pelo UBS considera uma exposição de 20% a títulos indexados à inflação, de 19% em pós-fixados e de 15% nos pré-fixados. Os fundos multimercados também têm uma participação relevante nessa alocação, com uma fatia de 20%, mas mais pela importância da diversificação, uma vez que os gestores dessas fundos terão mais dificuldades em entregar retornos acima da renda fixa.

A concentração na renda fixa é explicada pela trajetória de juros elevados no país, que devem garantir um ganho real, ou seja, acima da inflação, atrativo. “Vemos isso como uma oportunidade para os investidores receberem bons juros em suas carteiras em um ano em que a volatilidade será muito alta por razões locais e globais.”

Já a Bolsa aparece com uma fatia de apenas 10%, pouco abaixo do sugerido para ativos internacionais (11%). A recomendação de alocação ainda prevê que os fundos imobiliários respondam por 5% do total.

Nessa alocação menor para ativos de risco, o UBS considera não só a volatilidade esperada para o período eleitoral, mas também um cenário mais desafiador no exterior, refletindo as políticas de elevação dos juros nas principais economias do mundo.

Bolsa e ativos globais só para os agressivos

Essa alocação voltada para o crescimento muda de acordo com o perfil de risco do investidor. Aos conservadores, a sugestão é que 42% do patrimônio fique alocada nos pós-fixados, 20% nos atrelados à inflação e 15% em prefixados, mesma fatia sugerida para multimercados. Já ativos globais (4%), fundos imobiliários (2%) e Bolsa (2%) completam a alocação.

O UBS também reforça que, embora as oportunidades sejam boas nos investimentos em títulos atrelados à inflação e aos juros, os investidores estarão sujeitos a vencimentos mais longos. Deve-se notar, no entanto, que os investidores que desejam aproveitar seus retornos acima da inflação estarão expostos a vencimentos de dois a dez anos, e que o valor dos investimentos estará sujeito a flutuações diárias.”

A sugestão de 20% do patrimônio em títulos atrelados à inflação se mantém para os perfis moderados e agressivo, que também devem ter outros 20% nos multimercados. Nas demais classes, as participações mudam.

Para o perfil moderado, a recomendação é ter 30% em pós-fixados, 15% em prefixados e 7% em ativos globais. Já a alocação na Bolsa e em fundos imobiliários é de apenas 5% e 3%, respectivamente.

O cliente de perfil agressivo, para aproveitar melhor as oportunidades, pode deixar 10% aplicados em títulos pós-fixados e outros 10% em prefixados. O componente mais agressivo está em ativos globais, com uma sugestão de alocação de 15% e outros 20% na Bolsa. Em fundos imobiliários, o UBS sugere uma alocação de 5%.

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