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TradeMap Explica: Como fazer para transferir ações de uma corretora para outra?

TradeMap Explica: Como fazer para transferir ações de uma corretora para outra?

Mudança de custódia demora até 48 horas para ser executada; entenda o processo

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Tem dúvidas sobre quais passos dar para deixar as contas organizadas ou está com algum receio em relação a determinado investimento?

Lidar com o dinheiro sempre suscita certa insegurança, mas com conhecimento é possível tomar a decisão mais inteligente para encarar o universo financeiro, seja na hora de investir, economizar ou se planejar.

E se precisar de uma ajuda, é só enviar sua pergunta para o e-mail redacao@trademap.com.br que a coluna TradeMap Explica vai esclarecer todas as suas dúvidas sobre finanças pessoais e investimentos.

Quero trocar de corretora. Como faço para transferir meus investimentos para outro lugar?

É natural que, por desejo de testar outros serviços, por custo ou insatisfação, um investidor procure uma nova corretora para chamar de sua. Esse processo de tirar os ativos de uma instituição e enviar para outra é conhecido como transferência de custódia ou portabilidade de investimentos.

Para quem deseja fazer essa transferência, o primeiro passo é verificar qual corretora oferece as melhores condições para os seus objetivos. Por exemplo, para quem faz operações de daytrade (aquelas iniciadas e concluídas no mesmo dia), a taxa de corretagem é um item relevante. Alguns clientes podem ainda buscar uma corretora com um leque de produtos maiores.

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Escolhida a corretora, é hora de preencher o cadastro e abrir oficialmente a conta na nova instituição.

Aqui é bom esclarecer um ponto. A nova corretora, a que vai receber os seus ativos, é chamada de cessionária. Já a corretora cedente é aquela nos quais estão os ativos antes da migração.

O cliente interessado em fazer a transferência de custódia deve procurar a corretora cedente e preencher um termo chamado de STVM (solicitação de transferência de valores mobiliários).

Preenchimento do formulário

Nesse documento, é preciso informar quais ativos serão transferidos e informar os dados do ciente, como número de documento, da conta na corretora cessionária, ou seja, a nova, e também o código do cliente.

Esse termo precisa ser assinado, digitalizado e devolvido para a corretora cedente, que poderá pedir informações adicionais ou solicitar que débitos em aberto sejam quitados.

Antes do início da pandemia da Covid-19, esse processo era ainda mais burocrático, já que o STVM precisava ter firma reconhecida em cartório.

A partir do momento que a corretora cedente recebe o documento, há um prazo de 48 horas para a transferência de custódia ser concluída e não há custo para essa operação.

“Se não houver nenhum impeditivo, como cadastro errado ou pendência, precisamos concluir em até 48 horas”, diz Viviane Bueno, coordenadora de custódia na Guide Investimentos.

A transferência se dá no ambiente da B3, portanto a regra é válida para todos os ativos negociados na Bolsa (como ações, títulos do Tesouro Direto, BDRs e cotas de Fundos de Investimento Imobiliário listados).

Erros mais comuns

Bueno afirma que o erro que mais gera o atraso na transferência é o preenchimento errado ou incompleto do formulário STVM. A falta de código na nova corretora ou mesmo a tentativa de transferir os ativos para a conta de uma terceira pessoa estão entre esses erros.

Outra falha é a incompatibilidade dos dados cadastrais, como o endereço informado na conta da corretora cessionária ser diferente do que consta no cadastro da cedente.

Além disso, a maior parte das corretoras não conclui a transferência se o cliente tiver algum débito, ou seja, regularize a situação antes de fazer o pedido.

É também possível fazer a transferência de custódia de outros ativos que não sejam negociados na B3, como títulos de renda fixa privado e fundos de investimento. No entanto, os prazos podem ser maiores e o processo, mais completo. No caso de fundos, por exemplo, a transferência só pode ser feita se a corretora cessionária também distribuir o mesmo fundo.

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