Investimentos: confira 5 erros de 2021 que podem ser evitados em 2022

Ignorar o efeito da inflação sobre a economia e os investimentos foi um dos equívocos cometidos

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O ano de 2021 foi marcado pelo aumento da inflação e pela Bolsa brasileira apresentando um desempenho bem aquém do mercado de ações global. Nesse ambiente, erros foram cometidos. Reconhecer os equívocos do passado pode ajudar o investidor a gerir melhor, e com mais cuidados, sua carteira em 2022.

Baixa diversificação da carteira, investir sem antes estudar o ativo, ignorar fatores macroeconômicos na escolha das ações, custos elevados de transação e apego à velha caderneta de poupança estão entre os erros cometidos em 2021 — tendo eles em mente, você pode evitá-los.

Ignorar a macroeconomia

Por melhor que uma empresa seja administrada, a depender de seu setor de atuação as mudanças ou pioras no cenário macroeconômico vão afetar o seu desempenho.

Ignorar as mudanças em curso é um dos erros que o investidor comete. O outro é entrar na torcida para que o papel investido não sofra com essas mudanças, como aumento da inflação e alta dos juros.

Fabricio Gonçalvez, CEO da gestora de recursos Box Asset, dá como exemplo as ações de varejo, em especial para quem comprou os papéis após o bom desempenho dessas empresas em 2020.

“Com os juros em alta, as pessoas consomem menos. Uma das primeiras coisas que vão cortar é o consumo de bens não essenciais. Essa redução do consumo impacta o caixa das varejistas”, disse.

É só lembrar que as ações da Magazine Luiza (MGLU3) terminaram 2021 com uma queda de 69% e as da Via Varejo (VIIA3) recuaram 67,5%. No ano anterior, esses papéis tinham subido 104,5% e 40,8%, respectivamente.

Na avaliação do gestor, alguns investidores compraram o papel após o desempenho expressivo dessas empresas em 2020, quando o início da pandemia da Covid-19 impulsionou o comércio eletrônico, esperando um ganho no curto prazo. No entanto, ignoraram o risco de inflação e as consequências (no caso, a forte elevação da taxa Selic para 9,25% ao ano, encarecendo o crédito).

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Dar um “all in

Parece que foi em outra vida, mas no início de 2021 a expectativa era positiva para os investimentos em ações, incluindo a Bolsa brasileira. Nesse momento, alguns investidores fizeram uma migração muito rápida para a renda variável, concentrando uma fatia maior do patrimônio em ações.

A tentativa de um “all in“, termo que faz uma analogia ao jogo de poker, é quando o investidor coloca tudo o que tem em um único papel ou classe de ativo. Na maior parte das vezes, buscando lucros de curto prazo.

“Parece óbvio, mas não se pode colocar todos os ovos na mesma cesta. É preciso ter cautela. Mas muito investidor assumiu um risco maior do que estava acostumado”, diz Everton Medeiros, especialista do escritório de agentes autônomos Valor Investimentos.

Esse risco, no entanto, não está restrito ao mercado de ações. O especialista lembra que as criptomoedas também despertam o interesse do investidor que, ao se deparar com ganhos expressivos que apresentaram nos últimos anos, tende a querer concentrar tudo nesse ativo.

“A tecnologia do blockchain veio para ficar, mas é impossível dizer qual criptomoeda vai ter a melhor performance”, afirma, sobre o risco de não diversificar ou concentrar os investimentos em um só ativo.

Ignorar o custo do produto

Os fundos de investimento servem para o investidor ter acesso a escolha de ativos por um gestor especializado. Esse trabalho tem um custo que é remunerado pela taxa de administração. No entanto, muito investidor paga caro por uma gestão pouco sofisticada.

Esse alto custo de uma gestão sem grandes desafios está mais presente nos fundos de renda fixa e nos de índice, segundo Fernando Donnay, sócio da gestora de patrimônio G5 Partners.

No primeiro caso, os fundos de renda fixa de baixo risco compram basicamente, títulos públicos. “É algo sem muita estratégia e há carteiras com taxas de administração de 2%, 3%”, lembra.

O mesmo pode ocorrer em fundos passivos, que são aqueles que seguem um índice, como os fundos de Ibovespa. Nesse caso, o gestor apenas compra os papéis que fazem parte do índice, respeitando a proporção de cada um.

“Não há complexidade nessa gestão. Quanto mais alta a taxa de administração, mais a rentabilidade do fundo ficará longe do índice”, afirma.

Falta de conhecimento

A caderneta de poupança é um investimento considerado seguro e por isso mesmo um dos mais populares do Brasil, com mais de R$ 1 trilhão em aplicações — o que é quase o dobro dos cerca de R$ 575 bilhões de patrimônio dos fundos de ações, por exemplo.

O que faz com que essa alternativa tenha tantos poupadores mesmo com o maior acesso a outras opções também consideradas seguras, como o Tesouro Selic?

“A procura pela poupança é ainda um reflexo da falta de conhecimento e essa falta de conhecimento é um erro”, aponta Donnay.

O erro, na verdade, consiste em dar ao dinheiro aplicado uma remuneração abaixo do que seria possível em outras alternativas de risco igual.

Hoje, a rentabilidade da poupança é de 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, mais a TR (Taxa Referencial, hoje zerada), enquanto o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é referência para a renda fixa, está em 9,15% ao ano.

É essa mesma falta de conhecimento que faz o investidor tomar mais risco do que deveria ou o leva a aportar dinheiro em ativos incompatíveis com seus objetivos de vida — como concentrar o patrimônio em ações sendo que o objetivo é comprar um imóvel até o próximo ano.

De acordo com Donnay, ainda tem muita gente que investe sem investir o próprio perfil de risco ou ter em mente quais os objetivos.

Foco no curto prazo

Gonçalvez, da Box Asset, lembra que outro erro visto em 2021 foi o foco no curto prazo. Quem não lembra da euforia no início do ano com ações e, depois, os resgates quando o Ibovespa começou a ficar no vermelho?

Em sua avaliação, o investidor precisa saber que crises vão acontecer e, dessa forma, estar preparado para esses momentos.

“Investir é um pacto com o longo prazo. Não pode esquecer dos riscos e também não pode ter pressa”, diz.

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