B3 (B3SA3) ganha 400 mil novos investidores em ações em um ano, mesmo com alta de juros

Número de pessoas físicas no mercado de ações à vista chega a 3,3 milhões

Foto: Shutterstock/Alf Ribeiro

Os investidores pessoas físicas seguem interessados em comprar ações mesmo com a volatilidade do mercado e a Selic, a taxa básica de juros, a 13,75% ao ano.

Dados da B3 mostram que, ao final do terceiro trimestre, 3,3 milhões de pessoas físicas tinham contas em corretoras para movimentar ações, um crescimento de 15% na comparação com o mesmo trimestre de 2021. São 400 mil CPFs a mais.

Considerando renda variável, que inclui também FIIs (fundos de investimento imobiliário), ETFs (fundos listados em Bolsa) e BDRs (certificados de ações estrangeiras negociados na B3), o aumento é de 38%, para 4,6 milhões de investidores.

O que não vem crescendo é o saldo mediano que os investidores de renda variável possuem aplicado. O valor em setembro era de R$ 2 mil, queda de 75% em 12 meses. Considerando apenas ações, a queda é um pouco menor, de 50%, passando de R$ 6 mil para R$ 3 mil.

A redução está relacionada à forma de investir dos estreantes no mercado de renda variável.

Os dados da B3 mostram que o valor médio aportado pelos novos investidores está em R$ 105, em linha com os trimestres anteriores, mas muito abaixo dos R$ 1,6 mil do início de 2020.

As dez empresas mais presentes nos portfólios das pessoas físicas são B3 (B3SA3), Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Itaúsa (ITSA4), Magazine Luiza (MGLU3), Oi (OIBR3), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Via Varejo (VIIA3) e Weg (WEGE3).

Renda fixa também ganha investidores

O número de investidores em produtos de renda fixa passou de 9,6 milhões para 12,6 milhões, alta de 31% na comparação entre o terceiro trimestre de 2021 e o terceiro trimestre de 2022.

O valor investido é maior do que na renda variável. Cada investidor possui R$ 8,5 mil nos instrumentos de renda fixa, uma queda de 1% no período.

A maior parte desses investidores possui CDBs (Certificados de Depósitos Bancários). Esse produto estava na carteira de 9,3 milhões de pessoas físicas em setembro, um crescimento de 30% na comparação com o mesmo período de 2021.

A renda fixa tende a fixa mais atrativa em momentos de juros em alta. A Selic começou a subir em agosto de 2020, quando estava em 2%. Com juros mais altos e o famoso retorno de 1% ao mês de volta, o investidor tende a preferir opções na renda fixa a correr o risco da renda variável.

“Os números mostram que o brasileiro continua buscando oportunidades e diversificação de investimentos, seja em produtos de bolsa ou de renda fixa. Esses dados demonstram que ainda há um enorme potencial no país e que milhões de pessoas já começaram a diversificar sua carteira para além da tradicional poupança”, explicou, em nota, Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes da B3.

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