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WEG (WEGE3) tem maior queda do Ibovespa após redução na margem de lucro

WEG (WEGE3) tem maior queda do Ibovespa após redução na margem de lucro

Ações da WEG caíam mais de 5% no fim da manhã desta quarta-feira; especialistas consideram que papel pode estar caro demais

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Foto: Divulgação / WEG

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A queda na margem de lucro da WEG (WEGE3) no quarto trimestre de 2021, apesar do crescimento nos resultados, pesou sobre o preço das ações da companhia, que apresentam a maior queda dentre os componentes do Ibovespa.

Por volta das 11h40 (de Brasília), as ações da WEG caíam 5,11%, a R$ 31,20, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira subia 0,45%, a 115.349 pontos.

O lucro líquido da WEG no quarto trimestre do ano passado somou R$ 874 milhões, alta de 17,8% em relação a igual trimestre do ano anterior. O resultado, puxado pelo crescimento de 33,7% na receita da companhia, foi mais forte do que o previsto por analistas. O BTG Pactual estimava lucro líquido de R$ 802 milhões, enquanto a XP previa R$ 850 milhões.

Apesar disso, a margem líquida da WEG – que mede quanto da receita da empresa é convertida em lucro – diminuiu em 1,8 ponto porcentual (pp), para 13,4%. A margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve uma queda ainda maior, saindo de 20,1% para 17,2%.

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“Nós já estávamos esperando uma margem menor por causa do mix mais fraco, com a recuperação da geração de energia eólica e os preços mais altos de insumos, mas a desaceleração foi um pouco mais forte que a prevista”, disse o BTG Pactual em relatório. O banco esperava que a WEG apresentasse margem Ebitda de 17,7%.

O Itaú BBA, que acertou a previsão para a margem Ebitda da empresa, apontou que a queda foi motivada por preços mais altos das matérias-primas – em particular do cobre e do aço – e pela redução nas margens da operação de geração de energia eólica.

“Achamos que estes fatores continuarão pesando sobre as margens em 2022, um efeito que era de certa forma esperado, mas também destacamos que os preços mais altos de commodities destravaram investimentos em setores importantes para a WEG”, o que contribui para as encomendas à companhia nos próximos trimestres, disse o banco.

O que os especialistas recomendam

Tanto o Itaú BBA quanto o BTG Pactual atribuem recomendação neutra para as ações da WEG, com preço-alvo de R$ 46 e de R$ 45 por papel, respectivamente. Ambas as instituições justificaram a avaliação afirmando que as ações da WEG estão caras.

O BTG Pactual apontou que a relação entre o preço da ação e o lucro representado pelo papel atingiu 62,2 vezes em 2021, e o Itaú BBA estima que este indicador deve cair nos próximos anos, mas continuar num nível elevado – de 37,2 vezes em 2022 e de 32,3 vezes em 2023.

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O Itaú BBA ressaltou ainda que o crescimento da receita, do Ebitda e do lucro neste ano deve ser mais contido do que o observado em 2021, e que o aumento nos preços das matérias-primas continuará a prejudicar os resultados da empresa.

A XP Investimentos está mais otimista – após a divulgação do balanço, reiterou recomendação de compra com preço-alvo de R$ 50. Dados da Refinitiv disponíveis na plataforma TradeMap mostram que os especialistas estão divididos em relação à companhia, embora vejam potencial de valorização do papel em relação aos níveis atuais.

Fonte: Refinitiv / TradeMap

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