O fundo imobiliário Vinci Logística (VILG11) é o que mais cai dentre os componentes do Ifix nesta quinta-feira (16) após divulgar que tomou um calote da Tok&Stok. Por volta das 15h, o fundo recuava 4,01%, a R$ 87,15.
Em comunicado ao mercado, o fundo diz que ajuizou uma ação de despejo contra a Estok Comércio e Representações (Tok&Stok) após a falta de pagamento do aluguel com vencimento em fevereiro de 2023, relativo à locação do “Extrema Business Park I”, em Minas Gerais.
“O imóvel encontra-se locado exclusivamente à Tok&Stok e o aluguel devido no âmbito da referida locação representa aproximadamente 14% das receitas totais do fundo e cerca de 11% da área bruta locável total por ele detida”, disse o VILG11 no documento.
Embora o Vinci Logística tenha mais de 60 locatários, a Tok&Stok é a mais relevante dentro da carteira do fundo. Na sequência, aparecem Magazine Luiza (8% da receita total) e Ambev (7%).
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O despejo da Tok&Stok diminuiria a taxa de ocupação média dos imóveis administrados pelo VILG11. Até outubro do ano passado, praticamente toda a área disponível estava alugada, mas de novembro para frente o índice de ocupação caiu para perto de 90%.
Isso pesou sobre a rentabilidade do VILG11, que ao longo de boa parte do segundo semestre de 2022 pagava aos investidores R$ 0,72 mensais por cota. O valor começou a cair em dezembro e, em janeiro, foi de R$ 0,67 por cota.
Em relatório mensal, o fundo avisou que o valor pode chegar a R$ 0,65 até que a gestão conclua a comercialização dos espaços disponíveis no portfólio, principalmente nos ativos Caxias Park e Fernão Dias Business Park .
O VILG11 acrescentou que o contrato de locação do imóvel prevê garantia através de seguro fiança com
cobertura equivalente a doze aluguéis vigentes.
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