Vibra (VBBR3) vende mais, mas anota prejuízo no 3º trimestre com combustível mais barato
O que foi bom para o consumidor no terceiro trimestre foi ruim para os resultados da Vibra. Durante o período, marcado pela redução no preço dos combustíveis, a companhia teve prejuízo, mesmo sustentando um volume alto de vendas.
De acordo com a Vibra, as perdas somaram R$ 61 milhões no terceiro trimestre, após lucro de R$ 1,2 bilhão um ano antes. Isso aconteceu a despeito de a receita líquida da companhia ter crescido 44,9% na mesma base de comparação, para R$ 52 bilhões.
O grande problema, segundo a Vibra, veio da necessidade de a empresa revisar para baixo o valor de seus estoques.
No final de junho, o preço médio de aquisição da gasolina A no mercado interno estava perto de R$ 7,60 por litro. No entanto, a queda nos preços do petróleo nos meses seguintes, associada a uma série de medidas para reduzir os impostos sobre os combustíveis no Brasil, fez com que este valor passasse para cerca de R$ 4,50 por litro ao fim de setembro.
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Em termos de vendas, isso foi uma bênção para a Vibra. Com preços menores, o volume de vendas chegou a 10,3 milhões de metros cúbicos, superando em 11,8% o do segundo trimestre e ficando praticamente igual ao observado no terceiro trimestre de 2021, quando a empresa teve uma demanda extra por combustíveis devido ao acionamento emergencial de termelétricas.
A estabilidade das vendas na comparação com o terceiro trimestre de 2021, inclusive, se deu mais pela queda nos volumes de óleo combustível. As vendas de diesel, gasolina e etanol todas aumentaram nesta base de comparação, em 4,3%, 9,5% e 7,8%, respectivamente.
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Só que a Vibra também precisou revisar o valor de seus estoques, que passaram a valer menos no mercado. “Chegamos a uma perda total com os estoques de produtos de cerca de R$ 1,7 bilhão no período. Esta é a maior perda de estoque já verificada pelo companhia”, disse a empresa no relatório com os resultados.
Com isso, o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) da companhia recuou 21,9% no terceiro trimestre em relação a um ano antes, para R$ 925 milhões.
Excluindo da conta o efeito negativo da revisão no valor dos estoques e ganhos que não devem se repetir nos próximos trimestres, o Ebitda da companhia teria chegado a R$ 2,2 bilhões, e a Vibra teria alcançado uma margem Ebitda recorde de R$ 215 por metro cúbico vendido.




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