Vale (VALE3): resultado pode melhorar em 2023? Veja o que diz o Goldman Sachs

Preço do minério de ferro vai ditar direção dos resultados da Vale, e perspectiva é de desvalorização da commodity em 2023

Foto: Shutterstock/Diego Thomazini

O lucro da Vale (VALE3) encolheu no final do ano passado e a perspectiva é de que a empresa entregue resultados ainda mais fracos em 2023, a depender de como vão se comportar os preços do minério de ferro. A avaliação é do banco americano Goldman Sachs.

Em relatório, o banco destaca que no quarto trimestre do ano passado a Vale foi beneficiada por um volume de vendas maior que o usual para o período e por um custo menor de frete, mas prejudicada pela queda no preço de venda do minério de ferro.

De lá para cá, os preços do minério de ferro subiram, e a perspectiva é de que continuem nos níveis atuais por mais algum tempo – o que pode beneficiar a Vale no curto prazo. No entanto, diz o Goldman Sachs, o mais provável é que o valor da commodity diminua no segundo semestre.

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Nas contas do banco, o preço do minério de ferro – que está perto de US$ 125 por tonelada – pode atingir um pico de US$ 150 por tonelada no segundo trimestre, mas recuar dali em diante, terminando o ano perto de US$ 105 por tonelada.

Essa dinâmica, segundo o Goldman, seria resultado do aumento na oferta mundial da commodity, com o mercado passando de escassez para um excedente de minério de ferro.

“Os investidores estão aumentando a exposição à Vale desde o terceiro trimestre de 2022, mas a maioria vê a alta recente nos preços do minério de ferro como sendo motivada mais por expectativas do que por fundamentos na China”, disse o banco, referindo-se ao principal consumidor mundial de minério de ferro.

“Muitos investidores estão preocupados que a demanda não esteja correspondendo às expectativas, e isso pode levar a uma correção nos preços se houver um consumo decepcionante de aço na China – o que deve ficar mais evidente no final do segundo trimestre e no segundo semestre de 2023”, acrescentou.

A previsão do Goldman Sachs é que a receita da Vale diminua pouco mais de 10% neste ano em relação ao ano passado, com redução de aproximadamente 20% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) na mesma base de comparação.

Por isso, a companhia atribui recomendação neutra aos recibos de ação da companhia negociados nos Estados Unidos – conhecidos como ADRs -, com preço-alvo de US$ 12. Isso implica perspectiva de desvalorização de 30% nestes papéis, com base no preço de fechamento de quinta-feira (16).

O cenário para a Vale pode ficar mais positivo, diz o Goldman, se a empresa aumentar a produção mais rápido que o previsto e se o custo de produção da empresa diminuir. Uma retomada mais acentuada no crescimento econômico da China também ajudaria a Vale se resultasse em preços maiores do que se prevê para o minério de ferro.

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