A ação da Vale (VALE3), de outras mineradoras e siderúrgicas desabam nesta segunda-feira (16), pressionadas pela queda do minério de ferro. O movimento reflete o relato de um aumento nas mortes por Covid-19 na China, que é a maior consumidora da commodity no mundo, renovando as preocupações sobre a demanda.
E essa baixa de dois setores importantes para a Bolsa arrasta o Ibovespa no pregão de abertura da semana, num dia em que os mercados americanos estão fechados por causa do feriado de Martin Luther King.
O minério de ferro encerrou a negociação em queda de 4,3% em Dalian, na China, negociado abaixo de US$ 124 por tonelada.
Por volta de 12h30, a ação ordinária da Vale, que tem o maior peso no Ibovespa, tinha queda de 2,76%, a R$ 91,23, enquanto a CSN Mineração (CMIN3) caía 3,06%, a R$ 4,44.
Entre as siderúrgicas, a CSN (CSNA3) tinha a maior queda, de 3,55%, a R$ 16,29, enquanto a Gerdau (GGBR4) tinha baixa de 1,97%, a R$ 31,79, e a Usiminas (USIM5) caía 1,92%, a R$ 7,66. No mesmo horário, o Ibovespa cedia 1,75%, aos 108.981 pontos.
No sábado (14), de acordo com a mídia chinesa, quase 60 mil pessoas morreram desde que o país asiático abandonou a política de zero Covid, entre o fim do ano passado e o começo de 2023, após críticas globais sobre a reabertura do país.
Economia chinesa desaquecida
Em dezembro, vários indicadores importantes da segunda maior economia do mundo tiveram queda, o que levantou dúvidas sobre o futuro da economia chinesa.
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Dados da atividade fabril, por exemplo, encolheram a um ritmo mais acentuado no último mês de 2022, depois de o aumento das infecções por Covid interromper a produção e reduzir a demanda.
O índice de gerentes de compras (PMI) de manufatura da China caiu para 49 pontos em dezembro, sendo que em novembro havia ficado em 49,4, de acordo com a agência local Caixin. Leituras abaixo de 50 pontos indicam retração da atividade no setor.