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Vale (VALE3): Corte na estimativa de produção desagrada mercado e ações recuam mais de 3%

Vale (VALE3): Corte na estimativa de produção desagrada mercado e ações recuam mais de 3%

XP e Goldman Sachs avaliaram o reajuste do guidance como negativo; queda dos papéis pressionam Ibovespa

Celular com logo da Vale e gráfico de ações no fundo

Foto: Shutterstock

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A produção de 74,1 milhões de toneladas de minério de ferro registrada pela Vale (VALE3) no segundo trimestre superou as expectativas do Goldman Sachs, que projetava uma produção 5% menor do que o apresentado.

A produção de minério da Vale no segundo trimestre deste ano foi 1,2% menor do que o registrado em igual período anterior. Na mesma comparação, as vendas da commodity feita pela companhia recuaram 2,3%, para R$ 64,3 milhões de toneladas.

Apesar de ter se surpreendido, o banco americano divulgou um relatório na manhã desta quarta-feira (20) se mostrando preocupado com as projeções passadas pela mineradora.

A Vale reduziu o guidance de produção de minério de ferro para 2022, de uma faixa entre 320 milhões e 335 milhões de toneladas por ano (Mtpa) para 310 a 320 Mtpa. Além disso, cortou a estimativa de produção de cobre para a faixa entre 270 e 285 Mtpa, ante projeção anterior entre 330 e 355 mtpa.

“Esperamos uma reação negativa do mercado”, afirmou o Goldman em relatório, antes da abertura do mercado. Dito e feito. Nesta quarta, por volta das 11h30, os papéis da Vale recuavam 3,46%, constando entre as principais desvalorizações do pregão.

Para o banco, a produção de minério prevista não gera crescimento em relação ao ano de 2021, o que é considerado “decepcionante” pelos analistas Marcio Farid, Gabriel Simões e Henrique Marques, que assinam a análise.

De acordo com a Vale, a produção foi impactada pelos efeitos da instalação de equipamentos no S11D, complexo localizado no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, e por restrições logísticas, uma vez que a umidade exigiu mudanças nos processos de formação de pilhas, além da menor disponibilidade de minério bruto antes do refinamento, causada por processos de licenciamento mais lentos.

“Isso provavelmente alimentará as preocupações dos investidores sobre a capacidade da empresa de retomar a produção para os níveis anteriores ao acidente de Brumadinho, de 385 milhões de toneladas, que foi relatado em 2018”, apontou o Goldman.

Opinião parecida é exposta por Andre Vidal, analista de óleo, gás e materiais básicos da XP, em relatório. Ele considerou negativo o resultado da produção da Vale, considerando o fato de o resultado ter vindo abaixo das expectativas e o anúncio de corte no guidance.

Para o Itaú BBA, a revisão para baixo na produção de minério de ferro para 2022 sinaliza que a companhia enfrenta “desafios operacionais para atingir a meta de longo prazo”, de 400 Mtpa.

O Goldman, por sua vez, também vê a empresa enfrentando desafios mais duradouros do que o esperado, relacionados ao licenciamento e restrições logísticas.

Em relação ao preço do minério, a instituição financeira espera que a tonelada do produto atinja US$ 90 nos próximos três meses por uma oferta e demanda mais brandas no segundo semestre e por uma recuperação econômica na China mais lenta do que o esperado, o que pode diminuir a pressão nos custos do produto.

Nesta quarta, o minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,37%, e é negociado a 665,50 iuanes, o equivalente a US$ 98,59 por tonelada.

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