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Tesouro Direto: taxas batem recorde com risco fiscal; dois títulos já perdem do Ibovespa

Tesouro Direto: taxas batem recorde com risco fiscal; dois títulos já perdem do Ibovespa

Com a alta dos prêmios, Tesouro IPCA 2045 e título público prefixado de 2031 já perdem do principal índice da Bolsa no ano

Imagem do aplicativo Tesouro Direto

Foto: Shutterstock

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As taxas dos títulos públicos negociados por meio do Tesouro Direto fecharam em forte alta nesta terça-feira (19) em meio a um aumento da preocupação com o risco fiscal no mercado doméstico e expectativa de alta de juros lá fora.

A taxa do papel prefixado com vencimento em 2033 fechou em recorde de alta, a 13,69%, ante 13,46% da segunda-feira.

Já a taxa do título indexado à inflação, Tesouro IPCA 2026, também bateu recorde e fechou a 6,31%, ante 6,14% do dia anterior. Esses papéis pagam uma taxa de juros prefixada mais a variação da inflação.

Os títulos com vencimento mais curto também subiram diante da expectativa de que o Banco Central vai ter que manter a taxa básica de juros em patamar elevado por mais tempo.

A taxa do título prefixado com vencimento em 2025 fechou a 13,52% após ter batido o recorde histórico de 13,57%, acima do prêmio de 13,34% do dia anterior.

Quando a taxa do papel sobe, os preços dos títulos emitidos no mercado com um rendimento menor caem, mas o investidor só vai ter perda se vender nesses momentos de queda, antes do vencimento.

 

No mercado futuro de juros, as taxas também subiram. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em 2024 subiu para 14,04% no fim do pregão, patamar mais elevado desde março de 2016, quando havia forte desconfiança fiscal no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

O movimento reflete o aumento dos prêmios de riscos no mercado local diante do aumento dos gastos do governo fora do teto de gastos (medida que limita o aumento das despesas públicas à variação da inflação do ano anterior) após a aprovação da PEC dos Benefícios e a incerteza sobre a política fiscal após as eleições.

Com isso, os investidores passam a cobrar um prêmio maior para financiar a dívida pública.

Além disso, a inflação ainda elevada e a expansão fiscal piorando as expectativas de inflação têm levado os investidores a aumentar as expectativas para a Selic, com o mercado de juros futuro já refletindo uma elevação da taxa básica para 14,5% no fim do ciclo de alta.

Títulos do Tesouro já perdem para o Ibovespa no ano

Com a alta das taxas dos títulos públicos, a rentabilidade de alguns papéis já perde para o Ibovespa no ano, que cai 6,27%.

Liderando as perdas, está o Tesouro IPCA com vencimento em 2045 que caía 15,40% no ano, até 19 de julho.

Em segundo lugar vinha o papel prefixado com prazo para 2031, que perdia 7,63%. Quanto maior o vencimento do papel mais volátil o retorno costuma ser.

É importante lembrar que o investidor só realizará a perda com o investimento nesses títulos se venderem os papéis antes do prazo de vencimento.

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