A Alupar (ALUP11) deve passar por uma “reviravolta” a partir deste ano, capaz de aumentar o retorno que a companhia oferece aos acionistas na forma de dividendos, afirmou a XP em um relatório.
No documento, publicado na noite de quarta-feira (29), a corretora ressalta que a Alupar possui um “fluxo de caixa estável e protegido da inflação” por causa do seu modelo de negócios.
A empresa trabalha principalmente com transmissão de energia elétrica, mas uma pequena parcela de suas operações é voltada à geração de eletricidade com contratos de longo prazo e seguro contra falta de chuvas.
Isso, segundo a XP, torna a Alupar comparável a Taesa (TAEE11) e Isa Cteep (TRPL3), outras duas empresas do setor de energia, mas que negociam com taxas de retorno “muito mais baixas”.
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Somando isso ao fim do ciclo de investimentos mais recentes, “vemos a Alupar como um nome atrativo com uma taxa interna de retorno real de 10,5%, além de uma promissora melhora no dividend yield para os próximos anos”, disse a XP.
O dividend yield é um indicador que mostra quanto a empresa pagou de dividendos em relação ao preço da ação. Quanto maior este índice, maior o retorno ao acionista.
A XP recomenda a compra das units da Alupar com preço-alvo de R$ 29 – o que representa um potencial de valorização de 12,6% em relação o preço de fechamento de quarta-feira.
Segundo dados da Refinitiv apresentados na plataforma TradeMap, dez entre onze analistas consultados recomendam a compra da unit da Alupar, e apenas um atribui recomendação neutra ao papel – nem compra, nem venda. A mediana dos preços-alvo, neste caso, é de R$ 30.
Por volta das 12h30, a unit da Alupar caía 0,39%, a R$ 25,65.