Diante de quase 470 fundos de investimento imobiliário (FII) listados na B3 – um mercado de R$ 146 bilhões -, fica difícil para o investidor acompanhar as melhores oportunidades e mudanças nesse segmento. Afinal, qual é o FII com a melhor relação entre custo e benefício?
A Órama fez as contas e montou um ranking baseado em dois indicadores muito usados pelo mercado: o preço sobre o valor patrimonial da cota (P/VP) e o dividend yield.
O primeiro critério mostra se o preço da cota está acima ou abaixo do valor que a fatia representa no patrimônio do fundo. O segundo, mede o retorno proporcionado pelos rendimentos dos FIIs em relação ao valor das cotas.
A metodologia usada dá uma pontuação alta para FIIs que pagam uma proporção maior de rendimentos em relação ao valor das cotas e que são negociados com desconto em relação ao valor patrimonial.
Sob estes critérios, o fundo de investimento imobiliário que representa a melhor oportunidade é, de longe, o Tordesilhas EI (TORD11), com pontuação de 4,68.
Segundo a Órama, o P/VP deste FII é de 0,36, e o rendimento do fundo em 12 meses é de 16,98%, acima do atual nível da Selic, a taxa bancárias de juros, de 13,75% ao ano.
Vale lembrar, porém, que este foi o FII que mais perdeu em janeiro, conforme a base do Ifix, índice que acompanha o desempenho dos fundos.
A opção registrou queda de 24,63% do valor da cota na Bolsa. O fundo tem como foco investir no desenvolvimento de projetos imobiliários do segmento hoteleiro, por meio de imóveis compartilhados (multipropriedade) e residencial.
A forte queda em janeiro reflete a redução pela metade do rendimento distribuído em dezembro, de R$ 0,04 por cota, contra R$ 0,08 em novembro.
Seguindo o ranking da Órama, a segunda posição ficou com o XP Properties (XPPR11), com uma pontuação de 3,18, seguido pelo FII Versalhes Recebíveis Imobiliários (VSHL11), com pontuação de 2,46.
Saiba mais:
A lista de FIIs considera apenas os fundos com liquidez média diária acima de R$ 300 mil, a fim de mitigar impactos de distorções de preço e rentabilidade.
A análise feita pela Órama é baseada apenas em indicadores quantitativos, referentes a janeiro, e cada FII tem características específicas.
Na hora de escolher um investimento, diz a corretora, é preciso levar em consideração a qualidade dos ativos do fundo, a experiência do time de gestão e as perspectivas para aquela carteira diante do cenário macroeconômico.