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Petróleo cai com alívio de tensão entre Rússia e Ucrânia, mas restrição de oferta deve manter preço elevado, diz UBS

Petróleo cai com alívio de tensão entre Rússia e Ucrânia, mas restrição de oferta deve manter preço elevado, diz UBS

Banco espera que preço do petróleo alcance US$ 100 por barril no fim de 2022 devido ao desequilíbrio entre oferta e demanda

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O arrefecimento das tensões entre Rússia e Ucrânia, com a retirada de parte das tropas russas da fronteira e a sinalização do governo de Vladimir Putin de tentativa de uma solução diplomática, pode levar a um alívio de curto prazo na alta dos preços do petróleo. A commodity poderá alcançar US$ 90 por barril, mas a cotação deve continuar pressionada dado o desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado, conforme apontou o UBS, em relatório.

O banco elevou a projeção para o preço do petróleo tipo Brent para US$ 95 por barril até junho e US$ 100 por barril,  até dezembro.

As declarações do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, sobre a possibilidade de solucionar os problemas pela via diplomática e a visita do chanceler alemão Olaf  Scholz a Moscou para buscar um diálogo contribuem para a queda dos preços dos petróleo nesta terça-feira (15).

Por volta das 13h, o preço do barril do Brent negociava em queda de 4,34%, a US$ 92,29, depois de alcançar US$ 96,78 ontem, o maior patamar desde 2014. No ano, a commodity sobe 23%, depois da alta de 50% em 2021.

Segundo o UBS, o mercado de petróleo ainda enfrenta desafios do lado da oferta. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) concordou em aumentar a produção reduzindo os cortes em 2020, mas o grupo tem lutado para cumprir suas metas devido a interrupções no fornecimento e ao impacto de anos de subinvestimento no setor.

A adição de produção foi de 90.000 barris por dia em janeiro e de 190.000 em dezembro, abaixo da meta mensal de 400.000 barris por dia. O UBS espera que os membros da Opep limitem as adições de oferta a um número de 200.000 a 300.000 barris por dia.

De fato, a Agência Internacional de Energia (AIE) alertou, na sexta-feira, que o déficit de oferta dos membros da OPEP+ pode aumentar ainda mais os preços globais do petróleo, citando a dificuldade “crônica” para retomar a produção.

O UBS destaca que a perspectiva de exportações de petróleo iranianas permanece incerta e provavelmente seria rapidamente absorvida pela demanda crescente.

Alcance de meta de emissão de carbono levará mais tempo

Segundo o UBS, para produtores que não fazem parte da Opep+ aumentarem sua produção, como de xisto nos Estados Unidos, vai depender da manutenção dos preços do petróleo em patamar elevado neste ano e no próximo.

“Enquanto isso, embora muitas nações tenham se comprometido a alcançar metas de carbono, a transição global para energia limpa precisará de mais tempo para atingir a escala que pode compensar o déficit de combustíveis fósseis tradicionais”, indicou o banco, em relatório.

A demanda por petróleo deve aumentar à medida que as economias se recuperam e mais países reabrem. O UBS projeta um crescimento na demanda por petróleo de cerca de 3,4 milhões de barris por dia em 2022, elevando a demanda anual para 100,2 milhões de barris por dia, ligeiramente acima da média de 2019, de 100,1 milhões.

Entre os produtos petrolíferos, a demanda por combustível de aviação provavelmente terá rápido crescimento em 2022 à medida que mais países se abrem para viagens internacionais.

Assim, mantemos nossa visão de que os preços do petróleo continuarão subindo nos próximos anos e potencialmente em 2023. O petróleo é um dos nossos ativos preferidos em nossa estratégia global”, aponta o UBS em relatório.

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