Petrobras (PETR4) e Copel (CPLE6) anunciam venda em conjunto de usina de gás; veja os possíveis impactos

Petrobras e Copel podem gerar maiores retornos aos acionistas, além de acelerar projetos em andamentos com lucro após venda da usina

Foto: Shutterstock/Saulo Ferreira Angelo

A Petrobras (PETR4) aprovou na noite de quinta-feira (22) ajustes no processo de venda da fatia de 18,8% que detém na sociedade UEG Araucária (UEGA).

O processo, que já estava em andamento, foi reiniciado para que a operação seja feita em conjunto com a Copel (CPLE6), que detém de forma indireta os 81,2% restantes.

A usina de geração de gás natural UEGA é uma sociedade entre o grupo Copel e a Petrobras localizada em Araucária (PR) com capacidade instalada total de 484 MW (megawatts).

Petrobras (PETR4)

A venda da usina por parte da Petrobras reafirma a estratégia da estatal de simplificar as operações e focar em seu negócio principal, que é a extração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Isto pode fazer com que a empresa fique ainda mais eficiente, além de engordar o caixa da companhia com os recursos captados na venda.

Maior eficiência e caixa robusto são sinônimos de bons retornos para o acionista. Isto é: com caixa fortalecido, a empresa tem maior flexibilidade para utilizar os recursos, podendo assim, distribuir parte do lucro em dividendos.

Este anúncio inspirou otimismo no investidor e amenizou os riscos políticos que vinham pressionando os papéis da empresa desde o fim das eleições.

Portanto, os papéis da estatal abrem o pregão desta sexta-feira (23) em alta, sendo que as ações ordinárias (PETR3) subiam 1,44% e as preferenciais (PETR4) registravam alta de 1,92% às 10h45.

Copel (CPLE6)

Para a Copel esta venda pode vir em boa hora, uma vez que a estatal de energia do Paraná está a caminho da desestatização.

Diante disso, a empresa precisa fortalecer o caixa para renovar contratos de concessões de seus três principais ativos até o fim de 2023.

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Caso não haja renovação destes contratos até o prazo estipulado, a empresa corre o risco de perder o controle das usinas, que podem ser revertidas para a União.

Portanto, a venda da termelétrica de Araucária deve encher o caixa da empresa e antecipar o prazo de renovação das concessões, consequentemente acelerando o processo de privatização.

Além disso, o desinvestimento da usina a gás está alinhado com os planos de crescimento sustentável da estatal paranaense.

Segundo a empresa, o desinvestimento desse ativo está em sintonia com o processo de descarbonização da matriz de geração do grupo Copel e aderente ao Planejamento Estratégico Empresarial da Copel.

Os papéis da Copel reagiam em leve alta, de 0,52%, às 11h15 no pregão desta sexta-feira. Isto porque nos preços das ações já estão embutidos os valores da possível privatização da estatal paranaense.

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