Petrobras (PETR4) defende manter preço atual de combustíveis para evitar escassez

Petrobras justificou reajuste e afirmou que monitora constantemente os preços do petróleo para não tomar nenhuma decisão de imediato

Foto: Shutterstock

A Petrobras (PETR4) emitiu uma nota nesta sexta-feira (18) afirmando que o aumento no preço de combustíveis anunciado na semana passada é necessário para manter o mercado brasileiro abastecido.

Após 57 dias sem reajustes, a Petrobras aumentou os preços de venda de gasolina e diesel no dia 11 de março. O valor do litro da gasolina subiu 18,8%, para R$ 3,86, enquanto o do diesel passou a R$ 4,51 – aumento de 24,9%. O preço do gás de cozinha também foi alterado, e passou de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, alta de 16,1% e equivalente a R$ 58,21 por 13 quilos.

Segundo a empresa, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro houve “disparada dos preços internacionais” do petróleo e outros fornecedores de combustíveis no Brasil reajustaram os preços de acordo.

A Petrobras disse que levou mais tempo para fazer o reajuste, mas que acabou elevando os preços “para que o mercado brasileiro continuasse sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”.

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O comunicado da Petrobras foi divulgado após manifestações de políticos defendendo que a empresa baixasse os preços dos combustíveis no início da semana, quando os preços do petróleo chegaram a cair mais de 10% em dois dias. Na lista de autoridades que cobraram a redução, estavam o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

O preço do barril do petróleo do tipo Brent, que serve como referência no mercado internacional, fechou a US$ 99 na terça-feira (15). Na semana anterior, o barril chegou a custar mais de US$ 139. Atualmente, os contratos futuros do barril na ICE estão cotados por US$ 106.

A Petrobras tem sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade e monitora diariamente o mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade, não podendo antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços”, comenta a estatal.

Preços podiam ter sido alterados antes

A companhia afirmou que decidiu não reajustar de imediato os preços para os consumidores pois estava analisando a volatilidade do produto no mercado internacional, e só fez a alteração no dia 11 após observar que os patamares estavam “consistentemente elevados”.

“A Petrobras segue todos os ritos de governança e busca um equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo que evita repassar para os preços internos as volatilidades das cotações internacionais e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”, finaliza a companhia.

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