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Para BTG, Azul (AZUL4) deve sofrer menos com o fim da alta temporada e nova piora da pandemia

Para BTG, Azul (AZUL4) deve sofrer menos com o fim da alta temporada e nova piora da pandemia

Segundo o banco, maior exposição a voos regionais pode ser diferencial da companhia aérea em relação a empresas com maior exposição a voos internacionais

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Entre as companhias aéreas que operam no Brasil, a Azul deve se mostrar mais resiliente à menor demanda por voos que deve ocorrer nos próximos meses, após o fim da alta temporada e com o aumento do número de casos de Covid-19 e Influenza, avalia o BTG Pactual, em relatório distribuído a clientes nesta terça-feira, dia 12.

Para o banco de investimentos, a companhia aérea deve se beneficiar do fato de ter uma maior exposição a voos regionais, “que parecem ter mais espaço para expansão” do que os externos.

A análise do BTG foi publicada após a Azul apresentar na terça-feira, dia 11, os resultados de tráfego do mês de dezembro de 2021. No último mês do passado, o tráfego doméstico de passageiros da empresa aumentou 20,9% em relação a igual mês de 2019, antes da pandemia. A capacidade dos voos domésticos da Azul cresceu na mesma proporção, enquanto a taxa de ocupação ficou estável em 82,3%.

No relatório, o BTG destaca que “a capacidade doméstica da Azul em dezembro ficou acima dos níveis de 2019,  principalmente pela maior exposição a mercados regionais, que têm mais espaço para crescimento do que os externos e beneficia os planos da empresa de expansão do negócio de transporte de carga”.

Para o banco, os números mês a mês ainda mostram um impulso de recuperação, tanto no cenário doméstico quanto no tráfego internacional. No entanto, a instituição espera que os próximos dados sejam piores em razão do fim da alta temporada e do aumento dos casos de Covid-19 e Influenza.

O BTG, porém, acredita que a Azul, com maior exposição a voos regionais, deve passar por isso de forma melhor do que seus concorrentes que têm maior exposição a voos internacionais.

O BTG mantém a recomendação de compra dos papéis, com preço-alvo de R$ 47. Às 17h40, as ações da Azul subiam 4,04%, a R$ 25,50, segundo dados da plataforma TradeMap.

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