Ibovespa avança com suporte das petroleiras em meio à tensão global e alta do petróleo

Fonte: Shutterstock/Champ008

O Ibovespa encerrou a terça-feira (9) em alta de 0,86%, aos 180.915 pontos, em um pregão volátil e fortemente influenciado pelo cenário externo. Ao longo do dia, o índice chegou a oscilar próximo da estabilidade diante do aumento da aversão ao risco global provocado pela escalada do conflito no Oriente Médio, mas ganhou força no fim da sessão impulsionado pelas ações ligadas ao petróleo.

A disparada da commodity no mercado internacional foi o principal fator positivo. Com temores de interrupções na oferta global, o petróleo voltou a superar os US$ 100 por barril. O movimento beneficiou as petroleiras brasileiras, que avançaram em bloco e compensaram a fraqueza de setores mais sensíveis aos juros. Nesse contexto, as ações da Petrobras (PETR4) subiram 2,49%.

O humor dos investidores também melhorou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que o conflito com o Irã pode terminar antes do esperado, reduzindo parcialmente os prêmios de risco globais. Ainda assim, o ambiente internacional permaneceu cauteloso, com preocupações crescentes sobre os efeitos inflacionários da alta do petróleo.

Para o Brasil, o principal impacto está na política monetária. A elevação dos preços da commodity aumenta o risco de pressão inflacionária e já levou à revisão das expectativas para a Selic, que subiram para 12,13%, segundo o Boletim Focus. Historicamente, períodos de forte alta do petróleo tendem a limitar o desempenho do Ibovespa, especialmente se o Brent avançar para níveis próximos de US$ 120 por barril.

No cenário doméstico, a cautela também foi reforçada pelo ambiente político após pesquisa Datafolha indicar uma disputa eleitoral mais apertada. Entre os setores, bancos ficaram pressionados pela reprecificação dos juros e pela maior sensibilidade ao fluxo estrangeiro. As ações de bancos apresentaram desempenho misto: Itaú (ITUB4) subiu 0,54%, Santander (SANB11) avançou 0,29% e BTG Pactual (BPAC11) ganhou 1,25%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,20% e Bradesco (BBDC4) ficou estável.

No noticiário corporativo, a MRV&Co (MRV3) reportou lucro no quarto trimestre de 2025 após prejuízo um ano antes, impulsionada pelo avanço das vendas imobiliárias, mas as ações caíram 7,85% diante das preocupações com o elevado custo da dívida. Já a Eneva (ENEV3) passou a ser coberta pelo Goldman Sachs com recomendação de compra, refletindo expectativas de crescimento operacional e potencial pagamento de dividendos, levando os papéis a subirem 4,98%.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Azzas (AZZA3): +5,38%

• Eneva (ENEV3): +4,98%

• CPFL Energia (CPFE3): +3,73%

• Rumo (RAIL3): +2,97%

• Embraer (EMBJ3): +2,76%


Baixas

• MRV (MRVE3): -7,85%

• Pão de Açúcar (PCAR3): -5,21%

• C&A Modas (CEAB3): -3,81%

• Vivara (VIVA3): -3,30%

• Vamos (VAMO3): -2,77%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (09/03):

• Segunda-Feira (09): +0,86%

• Na semana: +0,86%

• Em março: -4,17%

• No 1°tri./26: +12,28%

• Em 12 meses: +44,69%

• Em 2026: +12,28%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +0,50%

• Nasdaq: +1,38%

• S&P 500: +0,83%


Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.  

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 10 de março

Nesta terça-feira (10) o calendário econômico traz atualizações relevantes que podem impactar os mercados. Veja os principais eventos do dia e suas possíveis consequências: 09:55

Destaques da semana

Veja os principais eventos da semana e suas possíveis consequências: Segunda-feira (09/03) 08:30 – Brasil Boletim FocusO Banco Central do Brasil divulgará o Boletim Focus

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.