Oi (OIBR3) marca nova assembleia sobre grupamento de ações

Primeiro encontro estava agendado para o dia 18 de novembro, mas foi cancelado pela falta de participantes

Foto: Shutterstock/Alison Nunes Calazans

A Oi (OIBR3), que passa por um processo de recuperação judicial, marcou uma nova assembleia para aprovar a proposta de grupamento de ações ordinárias e preferenciais para o dia 1º de dezembro, a partir das 11h, de forma remota.

O primeiro encontro, agendado para o dia 18 de novembro, não foi realizado pela baixa adesão de participantes. A reunião para o início de dezembro será feita independentemente do número de presentes.

A companhia telefônica quer agrupar as ações ordinárias e preferenciais na proporção de 50 ações para uma.

Na época em que a empresa anunciou a operação, a ação ordinária da Oi estava cotada a R$ 0,36, enquanto a preferencial (OIBR4) valia R$ 0,81. Nesta faixa de preço, cada ação preferencial custaria R$ 40,50 após o grupamento, enquanto as ordinárias custariam R$ 18.

De lá para cá, no entanto, o valor das ações caiu drasticamente, principalmente por causa de disputas entre a empresa e outras companhias de telecomunicações a respeito do valor a ser pago pelos ativos de telefonia móvel da Oi.

As ações da Oi, que não fazem parte do Ibovespa, subiram forte nesta segunda-feira (21), com a expectativa pela assembleia dos acionistas. Os papéis ordinários (OIBR3) fecharam com alta de 22%, a R$ 0,22, e os preferenciais (OIBR4), com valorização de 3,9%, a R$ 0,53.

A assembleia também deve ratificar a contratação da Meden Consultoria Empresarial como responsável pela elaboração dos laudos de avaliação, a valor contábil, dos patrimônios líquidos das empresas BrT Card Serviços Financeiros, Paggo Administradora e Bérgamo Participações, todas controladas pela Oi.

Oi contesta bancos credores

A telefônica anunciou na noite desta segunda-feira (21) que contesta o pedido de bancos credores para o bloqueio de contas e prorrogação do processo judicial pelo descumprimento de cláusulas entre as partes.

Em nota à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e à Bolsa de Valores, a Oi afirmou que as solicitações da Caixa, Banco do Brasil e Itaú para o congelamento de R$ 6,9 milhões da companhia e a extensão do processo de recuperação não cumprem os termos acordados no APRJ (Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial).

Segundo a Oi, uma das cláusulas do documento determinava o desconto de 55% do valor, fechando a conta em aproximadamente R$ 3,1 milhões. A companhia afirma que as condições previstas para o desconto ainda não foram atendidas.

“Em resposta ao pedido dos Bancos acima mencionado, a Oi esclareceu e demonstrou nos autos do processo de recuperação judicial que não foi, até o momento, atingido um valor positivo no cálculo da Receita Líquida dos  Eventos de Liquidez”, informou a companhia.

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