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Novo anúncio do Nubank (NUBR33) rende elogios até de quem tem pé atrás com fintech; ação dispara

Novo anúncio do Nubank (NUBR33) rende elogios até de quem tem pé atrás com fintech; ação dispara

BTG Pactual e Itaú BBA foram os primeiros bancos do mercado a publicar relatórios sem recomendar a compra da ação da fintech

Celular com logo da Nubank

Foto: Shutterstock

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O Nubank, que na segunda-feira (11) anunciou uma nova ferramenta de investimentos para os seus clientes, as chamadas “caixinhas”, recebeu comentários elogiosos até mesmo de analistas que costumam ter uma visão mais cautelosa em relação ao potencial de valorização da ação da fintech: Pedro Leduc, do Itaú BBA, e Eduardo Rosman, do BTG Pactual.

Por volta das 13h30, as ações do Nubank negociadas em Nova York subiam 6,10%, a US$ 4,00. A BDR negociada no Brasil (NUBR33) avançava 6,83%, a R$ 3,60.

A recepção positiva por parte dos dois analistas tem o mesmo motivo: ambos veem na nova ferramenta uma boa tacada do Nubank para reduzir o custo para atrair novos clientes e facilitar a jornada da companhia para se tornar mais rentável, uma cobrança do mercado desde que o “roxinho” se tornou um incômodo concorrente para os bancões, mas sem dar lucro.

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Na nova ferramenta, os clientes do Nubank podem dividir seus objetivos de vida em caixinhas e, a partir deles, a fintech fará recomendações de investimentos. Mas não é aí que está a grande sacada, na visão dos analistas.

Para eles, o que chama mais atenção na novidade é que, a partir de agora, os depósitos feitos pelos clientes que rendem 100% da Selic só terão os rendimentos pagos se o dinheiro for mantido por pelo menos 30 dias. Se o usuário sacar antes, nada de retorno.

Para o BTG Pactual, esta é uma mudança que não deve gerar um “atrito” dos clientes com o Nubank, fintech conhecida por prezar pela alta satisfação dos usuários.

“Em média, os clientes renovam ou alternam seus depósitos em períodos de 30 a 60 dias, então nada muda para eles”, afirma o BTG, em relatório assinado por Rosman e pelos seus colegas Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura.

Tomando como base as estimativas para o Nubank em 2022, o BTG estima que a novidade pode gerar uma redução de 10 pontos percentuais no retorno oferecido pelas contas (hoje em 100% da Selic), o que pode resultar em R$ 250 milhões em ganhos anteriores ao pagamento de impostos para a fintech, o equivalente a 15% da estimativa de lucro bruto para 2022.

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O Itaú BBA, que estima que de 40% a 50% dos depósitos a prazo do Nubank sejam resgatados em menos de 30 dias, afirmou que zerar os rendimentos antes do primeiro mês pode reduzir os custos de atração de clientes em R$ 7 bilhões. Em um prazo mais longo, os custos podem ser reduzidos em 40% em 2026, com um impacto positivo de 15% no resultado líquido.

Vale lembrar que as mudanças do Nubank só serão válidas para novos depósitos e começarão para um pequeno grupo de clientes a partir do dia 25 de julho, antes de serem gradualmente implementadas para toda a base de clientes, idealmente até o final do ano.

“Vemos este teste como um passo significativo para tentar baratear e otimizar custos de financiamento”, afirma o BBA, em relatório assinado por Leduc e pelos seus colegas Mateus Rafaelli e William Barranjard.

Quando o Nubank realizou seu IPO, em dezembro do ano passado, BTG e BBA foram os primeiros bancos do mercado a publicar relatórios sem recomendar a compra da ação da fintech.

O BTG tem uma visão neutra para o papel, com preço-alvo de US$ 4, enquanto o BBA avalia o Nubank como “underperform” (abaixo da média do mercado), com preço-alvo de US$ 4,50.

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