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Nubank (NUBR33) teve pontos positivos no balanço, mas também deixou preocupações; entenda

Nubank (NUBR33) teve pontos positivos no balanço, mas também deixou preocupações; entenda

Enquanto o Itaú BBA considerou os números do Nubank fracos e recomenda venda das ações, o UBS BB viu pontos positivos e aconselha compra

Cartão do Nubank com gráfico de ações

Foto: Shutterstock

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Os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2022 da Nu Holding, a dona do Nubank (NUBR33), causaram impressões mistas nos analistas do UBS-BB e do Itaú BBA, que divulgaram relatórios analisando os resultados da fintech brasileira.

O Itaú BBA avaliou o primeiro trimestre do Nubank como “fraco conforme esperado”, mas destacou que o crescimento da margem financeira liquida (NII, em inglês) e o de serviços superou as expectativas. A receita da fintech foi de R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre, mas isso foi consumido por R$ 1,4 bilhão em provisões e R$ 1,9 bilhão em despesas operacionais.

“Reconhecemos a boa entrega de receita em NII, mas acreditamos que os mercados gostariam de ver mais disso fluindo para o resultado final. Esperamos que os próximos trimestres continuem a mostrar esses desafios e, portanto, permanecemos cautelosos com as ações”, avaliou o Itaú BBA.

Num todo, o Nubank teve um prejuízo de US$ 45,1 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 8,70% em relação às perdas de um ano antes. O lucro ajustado, por sua vez, totalizou US$ 10,1 milhões no período, revertendo o prejuízo de US$ 11,9 milhões na mesma base de comparação.

Enquanto isso, o UBS-BB ressaltou que a qualidade dos ativos foi uma surpresa negativa, enquanto a “maioria das outras tendências operacionais nos surpreendeu positivamente”.

Os analistas mostram uma preocupação com a qualidade dos ativos e com a reclassificação de empresas de tecnologia do mundo todo num cenário de alta de juros nos Estados Unidos e no mundo, o que tem impactado ações de empresas com um crescimento de longo prazo.

A inadimplência 

Um problema que diversos bancos estão mostrando neste primeiro trimestre é o aumento na inadimplência. O Nubank não foi diferente, e viu o índice dar um salto no primeiro trimestre, diante de um cenário de juros mais elevados e inflação persistentemente alta. Nos primeiros três meses do ano, a taxa para atrasos superiores a 90 dias subiu para 4,2%, 0,7 ponto percentual (pp) acima do nível registrado no quarto trimestre do ano passado.

Os atrasos entre 15 e 90 dias subiram ainda mais, de 2,6% para 3,7%, um avanço de 1,1 pp, entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro trimestre deste ano.

“Apesar do aumento do índice de inadimplência, gostamos dos resultados do Nubank no primeiro trimestre, principalmente considerando o impacto que a expansão de clientes e empréstimos deve ter nos resultados globais de médio e longo prazo do Nu”, destacaram os analistas do UBS-BB.

E as ações?

Nesta terça, as ações do Nubank listadas nos Estados Unidos subiam 1%, enquanto que as BDRs por aqui valorizavam 0,82% perto das 15h20.

O Itaú BBA vislumbra um preço-alvo de US$ 6,60 para os papéis do Nubank em Nova York, o que corresponderia a uma valorização de 51,7% em relação aos US$ 4,35 do fechamento de segunda (16). A instituição recomenda venda das ações para os investidores.

Já o UBS-BB é mais otimista, e prevê que os papéis do banco atinjam US$ 11,50 no final do ano, upside de 164,37%. o UBS manteve a recomendação de compra para investidores.

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