Na última terça-feira, 24, após repercussão de que a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, abriria um inquérito para o impeachment do chefe de Estado norte-americano Donald Trump, foi confirmado oficialmente a abertura do processo. Apesar do impacto da notícia no mercado global, a medida não é simples, aponta o portal InfoMoney.
De acordo com publicação do Washington Post, o inquérito está ligado à notícia de que Trump havia feito telefonemas ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em julho de 2018, para que investigasse o filho do rival democrata, Joe Biden, em troca de ajuda financeira na área militar.
No entanto, Trump autorizou ontem, em sua conta no Twitter, a liberação da transcrição entre sua conversa com a autoridade ucraniana. Mas o documento, divulgado hoje, revela que o americano pediu a Zelensky que investigasse se o ex-vice-presidente Joe Biden suspendera uma investigação contra uma empresa em que seu filho trabalhava, segundo a Reuters.
“Fala-se muito sobre o filho de Biden, que Biden interrompeu a investigação e muitas pessoas querem descobrir isso, então o que quer que você possa fazer com o procurador-geral seria ótimo”, disse Donald Trump.
A ligação teria acontecido na mesma época em que os EUA enviaram US$ 391 milhões para ajudar a Ucrânia.
Clique aqui para ver a transcrição completa divulgada pela Bloomberg.
Como será o inquérito?
Após o primeiro passo da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, seis comissões serão realizadas na Câmara com argumentos para o impeachment. De acordo com a líder, o inquérito foi aberto para saber se houve ilegalidade por parte de Trump, como suborno.
Logo em seguida, a Comissão de Justiça da Câmara analisa as provas e decidirá se o processo deverá ser votado pelo plenário.
O segundo processo consiste na votação do plenário da Câmara dos Deputados. Para o pedido ser aceito, é necessário que 218 dos 435 deputados votem a favor do impeachment. Por último, caso aprovado, o pedido é passado ao Senado.
Foto: Gage Skidmore/Flickr