Os executivos da Minerva (BEEF3) esperam que as exportações da empresa para a China se normalizem em breve. Segundo eles, o caso confirmado da doença da “vaca louca” que levou o governo federal a suspender as exportações de carne bovina para a China é atípico e portanto não deve interferir nos negócios envolvendo os dois países.
Em teleconferência com analistas para apresentar os resultados da empresa no quarto trimestre de 2022, a Minerva afirmou que o país asiático já está ciente do caso, e que o Brasil prepara uma missão para a China. Com isso, a Minerva acha que as exportações para o mercado chinês devem ser pouco afetadas.
Além disso, a empresa deve continuar a exportar para o país por meio de suas plantas localizadas no Uruguai e na Argentina.
“Esperamos que a demanda do país asiático aumente já nas próximas semanas, acelerando ao longo do segundo e terceiro trimestre. Apesar do possível embargo chinês à carne brasileira por conta do caso de ‘vaca louca’ no Pará, a Minerva vai conseguir atender o país com suas outras plantas na América Latina”, disse o CFO da empresa, Edison Ticle, avaliando que os estoques chineses de carne bovina estão bem reduzidos.
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Por outro lado, o CFO ressaltou que há notícias de que o Brasil vai conseguir acesso para exportar carne bovina ao México, que segundo a Minerva é um dos grandes países importadores do produto.
Com a crise envolvendo a produção de gado nos EUA, um dos principais vendedores de carne para o mercado mexicano, Ticle vê uma grande oportunidade para a Minerva.
“O mercado projeta uma queda de 10% no ciclo de gado americano, e alguém terá que suprir essa demanda”, completou a empresa.