A temporada de balanços do quarto trimestre de 2022 ainda está em ritmo de folia. Depois de uma semana cheia de resultados, com destaque para Banco do Brasil (BBAS3), Vale (VALE3) e WEG (WEGE3), apenas a Minerva (BEEF3) divulga os números do período logo após o Carnaval, abrindo os trabalhos no setor de frigoríficos.
Mas, antes de avançarmos para a Minerva e explicar um pouco sobre como deve ser o período para a companhia, vamos falar de alguns destaques da semana que passou.
Como previsto, a gigante do minério teve um resultado fraco na comparação anual, mas melhor ante o trimestre imediatamente anterior. “A Vale perdeu faturamento, geração de caixa, diminuiu a operação em volume de vendas e, consequentemente, viu seu lucro ter forte queda”, diz o analista CNPI da Agência TradeMap, Jader Lazarini.
No quarto trimestre, a mineradora teve um lucro líquido atribuído aos acionistas de US$ 3,72 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2021, o resultado caiu 30,4%.
Por outro lado, o banco estatal parece estar com a eficiência em dia. A instituição reportou um lucro ajustado no acumulado de 2022 de R$ 31,81 bilhões, alta de 51,3% na base anual.
Outro dado importante é que, no ano passado, o Banco do Brasil ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão na carteira de crédito, com a menor inadimplência do mercado.
O quarto trimestre da Minerva
A Minerva, a única do Ibovespa a divulgar o resultado esta semana, deve se sobressair em relação aos pares do setor.
Após um momento favorável para o ciclo do gado em 2021 e boa parte de 2022, o jogo parece ter mudado. Na visão da Genial Investimentos, as empresas expostas aos Estados Unidos, como JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), tiveram uma virada de ciclo no país e, com isso, uma maior pressão nas margens.
Por outro lado, para as empresas com produção concentrada na América do Sul, como é o caso da Minerva, o cenário é o oposto –, com maior disponibilidade de gado e custos mais atraentes, fatores que devem contribuir para uma maior geração de caixa.
Para o Itaú BBA, a companhia deve apresentar uma melhora das exportações na comparação anual, com o Brasil retomando as exportações para a China após a suspensão feita em 2021.
Mesmo com muito resultado trimestral pela frente ainda, o quarto trimestre das empresas brasileiras foi marcado por preocupações com a possibilidade de uma recessão econômica global em meio ao aumento das taxas de juros dos bancos centrais mundialmente.
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