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Itaú (ITUB4) lucra mais que previsto no 1º trimestre, mas despesa contra calotes sobe

Itaú (ITUB4) lucra mais que previsto no 1º trimestre, mas despesa contra calotes sobe

Despesa para PDD sobe em função da expansão da carteira de crédito de varejo ao longo do período

Fachada Agência Itaú

Foto: Divulgação Itaú Unibanco

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O Itaú Unibanco (ITUB4), maior banco da América Latina, divulgou um lucro líquido recorrente – que exclui ganhos ou perdas com itens extraordinários – de R$ 7,361 bilhões no primeiro trimestre, resultado 15,05% maior que o observado um ano antes e superior ao esperado pelo mercado.

O lucro líquido contábil, que inclui os efeitos positivos e negativos de eventos não recorrentes, aumentou 24,54% na mesma base de comparação, para R$ 6,743 bilhões.

A margem financeira gerencial do banco no período alcançou R$ 21,047 bilhões, uma alta de 12,94% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A margem financeira com clientes, por sua vez, subiu 23,9% na mesma base de comparação, para R$ 20,03 bilhões.

O resultado recorrente do Itaú ficou acima das projeções tanto do Bank of America (R$ 7,064 bilhões) quanto da Genial Investimentos (R$ 7,263 bilhões). A margem financeira gerencial, porém, ficou aquém da previsão da Genial (R$ 21,861 bilhões), enquanto a margem financeira com clientes desapontou o banco americano (R$ 20,594 bilhões).

Em relação aos indicadores de crédito, o Itaú Unibanco viu sua carteira aumentar no período, assim como o Bradesco: o crédito total teve alta de 13,9%  no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 1,032 trilhão.

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Ao mesmo tempo, as despesas com provisão para devedores duvidosos da instituição subiram 57,79% na base anual, para R$ 2,998 bilhões. O saldo de PDD, no entanto, atingiu R$ 49,840 bilhões, uma queda de 2,73% em termos anuais.

O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,6% da carteira total, uma alta de 0,13 pp em relação a um ano antes. No Brasil, o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu 0,07 ponto porcentual na mesma base de comparação, para 2,9%.

De acordo com o Itaú Unibanco, o aumento dos índices se deve a maior inadimplência no segmento de pessoas físicas no Brasil, que está se normalizando nas carteiras de cartão de crédito e financiamento de veículos, devido à rolagem dos créditos que se encontravam na faixa de 15 a 90 dias de atraso no trimestre anterior.

O Itaú fez questão de ressaltar, porém, que os índices de inadimplência seguem em patamar historicamente baixo.

Os indicadores de inadimplência têm sido vistos de perto pelos analistas de mercado, uma vez que os juros crescentes, assim como a inflação, devem impactar na alta do calote em 2022.

O BC (Banco Central) já indicou, inclusive, que o ciclo de aumento dos juros será mais longo do que se imaginava. Na semana passada, o BC elevou a Selic para 12,75% e deixou a porta aberta para novas elevações.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio do Itaú subiu 1,10 ponto porcentual no período em relação ao mesmo período do ano anterior, para 20,4%.

O Itaú Unibanco divulgou também que manteve inalterada a previsão para os resultados em 2022.

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