Por avaliar que as ações da Energias do Brasil (ENBR3) se valorizaram muito nos últimos meses e não possuem muito mais espaço para crescer, o Itaú BBA divulgou um relatório na quarta-feira (13) diminuindo para neutra a recomendação para os papéis da companhia energética. Antes, a instituição indicava a compra da ação.
Além disso, o Itaú BBA baixou o preço-alvo de R$ 22 para R$ 21,60 ao final de 2022, valor 4,40% menor em relação aos R$ 22,55 do fechamento de terça-feira (12).
“A ação teve um dos melhores desempenhos nos últimos 12 meses, crescendo 19%, e agora vemos um potencial de retorno menos atraente do que seus pares do setor”, comenta o banco. O Itaú BBA acredita que parte do bom desempenho da EDP foi impulsionado por seu programa de recompra de ações.
Além disso, o Itaú BBA se mostra cauteloso com as perspectivas de crescimento para as energias renováveis no curto prazo, dada a pressão de investimentos, custos de dívida mais altos e preços de energia pouco atraentes.
Perspectivas para o setor
“Estamos construtivos com o setor de prestação de serviços públicos neste ano, com base em seus valores atraentes, proteção contra inflação, geração de fluxo de caixa resiliente e potencial de reclassificação quando as taxas de juros de longo prazo começarem a cair”, escrevem os analistas da instituição no relatório.
Dentre as empresas do setor, o Itaú BBA prefere as do ramo de distribuição de energia – em particular porque os resultados devem ser beneficiados pela inflação pelo potencial re crescimento orgânico. No segmento de geração de energia elétrica, o banco é mais cauteloso por causa da perspectiva desafiadora de preços e da pressão por investimentos em projetos de energia renovável.
“Quanto ao segmento de transmissão, acreditamos ser muito difícil criar valor por meio de projetos iniciais nesse segmento, devido aos baixos retornos observados nos lances dos leilões”, comenta a instituição.
No relatório, o Itaú BBA também fez algumas alterações no preço-alvo de outras empresas do setor elétrico. O banco elevou preço-alvo das ações ordinárias da Neoenergia (NEOE3) de R$ 27,10 para R$ 27,90 e manteve recomendação de compra. A instituição também elevou o preço-alvo das ações ordinárias da CPFL (CPFE3) de R$ 31,70 para R$ 39,70 e manteve a recomendação de compra.
O banco acha que a ação da Neoenergia negocia a um preço “atraente”, e que o setor de geração da companhia é muito eficiente, o que tende a trazer bons proveitos no futuro. No caso da CPFL, os analistas veem o ramo de distribuição como mais eficiente, e acreditam que a empresa pode trazer bons rendimentos e dividendos nos próximos trimestres.
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