Enquanto o Ibovespa tenta subir no segundo pregão da semana, as ações do ressegurador IRB (IRBR3) recuam 5,88%, cotadas a R$ 0,96, após a empresa voltar a registrar prejuízo nas suas operações em novembro do ano passado.
O prejuízo líquido do IRB em novembro foi de R$ 48,5 milhões, uma queda de 57,3% na comparação ao mesmo mês de 2021, quando a empresa teve um prejuízo de R$ 113,8 milhões.
No acumulado de 2022 até novembro, o prejuízo líquido soma R$ 633,7 milhões, um resultado mais que R$ 100 milhões superior ao visto de janeiro a novembro em 2021, de R$ 510,4 milhões.
O resultado negativo veio após a empresa registrar o primeiro mês no azul em outubro do ano passado, quando teve um lucro líquido de R$ 6,4 milhões no período.
Prêmios do IRB
Em novembro, os prêmios emitidos pelo IRB (indicador que mostra o quanto os clientes pagaram em resseguros, o que seria o equivalente ao faturamento da empresa no mês) totalizaram R$ 542,4 milhões, uma queda de 23,2% em relação ao mesmo mês em 2021.
No Brasil, o prêmio caiu 6,9% no penúltimo mês de 2022, para R$ 402,8 milhões, enquanto o prêmio no exterior caiu 49,0%, para R$ 139,6 milhões
Nos onze meses do ano, o prêmio emitido atingiu o montante de R$ 7,18 bilhões, uma baixa de 9,6% em relação ao mesmo intervalo de tempo em 2021.
Por região, o prêmio emitido no Brasil teve crescimento de 1,4%, atingindo R$ 4,92 bilhões, enquanto no exterior houve redução de 26,8% em relação ao mesmo período de 2021, para R$ 2,26 bilhões.
Sinistros
No período, a despesa com sinistros do IRB atingiu R$ 384,6 milhões, com índice de sinistralidade de 96,0%. Na comparação anual, a despesa havia sido de R$ 413,3 milhões, com índice de sinistralidade de 108,4%.
No acumulado de 2022, a despesa com sinistros totalizou R$ 4,7 bilhões, 9% menor quando comparada com o mesmo período do ano anterior. No caso da sinistralidade, o índice alcançou 104,7% em novembro, uma leve alta em relação aos 98,1% vistos no mesmo período de 2021.
Segundo o IRB, a despesa com sinistros nos onze primeiros meses de 2022 foi impactada pelo segmento do agronegócio, devido a eventos climáticos atípicos no Centro-Sul do Brasil e pelo segmento ‘Vida’, em razão da Covid-19.